segunda-feira, 25 de maio de 2009
Não utilize Grafite com óleos e graxas para lubrificação de corrente.
Suas propriedades de lubrificação podem ser facilmente verificadas.
E só pegar o pó produzido quando se aponta um lápis, colocar entre os dedos e esfregá-los.Eles deslizam com muito mais facilidade, por causa da disposição em camadas das moléculas de carbono que formam a grafite.
As mais externas aderem firmemente ao dedo, enquanto as internas deslizam umas sobre as outras.
Isso reduz o atrito e, conseqüentemente, confere à grafite sua propriedade lubrificante.
Contudo, essa propriedade só é mantida quando ela está em estado puro e em pó.
Ao ser misturada com óleos e graxas lubrificantes, sejam eles minerais ou sintéticos, fica neutralizada.
Pior que isso: dependendo do tamanho das partículas de carbono, elas podem funcionar como abrasivos.
Obs: Este trabalho foi elaborado a partir de citações técnicas feitas por engenheiros mecânicos e engenheiros químicos da industria automobilística.
Abraços,
Tomás André dos Santos - tasmotos
Remoção Plasticos Grudados no Escape Cromado
Por causa do plástico derreter e enrijecer o mesmo se funde com o cromo, dessa forma produtos químicos líquidos em geral não resolvem, a maiorias dos motociclistas já tentaram de tudo, álcool, gasolina, thiner, querosene, desengraxante, removedor, solvente de plástico, etc.
Outra tentativa muito comum é ligar a moto e aquecer o escapamento para tentar amolecer o plástico e removê-lo, esse recurso às vezes funciona, se o plástico grudou recentemente. Se o mesmo já ficou preto e sólido, não adianta tentar esse procedimento, você apenas corre o risco de queimar as mãos.
Conheço muitos motociclistas que foram ao extremo e utilizaram lã de aço tipo “bom-bril”, buchas tipo “scoth-brite”, ou até lixa fina, não precisa nem dizer que em todos esses casos os resultados foram catastróficos, ficando a peça danificada para sempre.
Já “quebrei a cara” muitas vezes tentando resolver esse problema, após cerca de três anos já lavando motos profissionalmente, e com quase duas mil motos lavadas, aprendi a solucionar esse perturbador problema.
Importante ressaltar que não fui eu que descobri essa formula, ela me foi passada por um moto-boy, eles já utilizam esse procedimento há muitos anos, eu fiz muitos testes antes de incluí-lo nos procedimentos padrões utilizados nas motos de clientes.
Atualmente faço isso com bastante freqüência, e posso garantir que não fica nenhum risco no cromado.
Antes de seguir adiante, e passar a dica, é muito importante que você não realize o trabalho sem ler atentamente todas informações abaixo, ressalvando que o importante não é o que se usa, mas como se usa.
O material utilizado para esse trabalho é a palha de aço média ou grossa.
-Não pode ser fina, tem que ser grossa ou média, quanto mais grossa mais segura.
-Deve ser utilizada a seco.
-Não pode ser utilizada com muita pressão e esforço.
-Não se deve utilizar continuadamente o mesmo pedaço até seu desgaste total.
-Fazer vários chumaços e enrolar em "bolas" pequenas. Muito cuidado para não cortar as mãos ao separar os chumaços (já fiz cortes profundos em minhas mãos).
-Quando uma "bola" estiver amassada joga-se fora, e pega outra.
-É um trabalho de "paciência", vai se desgastando o material plástico solidificado como se estivesse lixando, demora, mas é assim mesmo.
Esse trabalho só pode ser feito em peças Cromadas. Não se deve fazer em peças de Inox, como o escape da Bmw, alumínios, ligas leves, e outros não identificados.
Atenção: Importante: Como falei antes a "sacada" não esta no produto, mas sim na forma de realizar o trabalho, portanto não posso me responsabilizar pelo que cada motociclista executar. Só com o tempo adquiri experiência suficiente para realizar o trabalho com segurança. Descobri que existem muitas variáveis a serem observadas, e somente a experiência faz a gente percebê-las:
- Os plásticos ou materiais grudados no cromado são de dureza e textura diferentes.
- Os escapamentos e peças cromadas das motos tem qualidades diferentes.
- Existem diferenças entre as marcas de palhas de aço encontradas a venda no comercio, algumas marcas são vendidas como grossas, mas são mais finas que as médias de outras marcas, etc.
- A forma de fazer o movimento das mãos tem influencia no resultado trabalho.
- A pressão utilizada na mão tem influencia no resultado do trabalho.
Curiosidade: - Porque o “bom-bril” risca e a palha de aço não? – A resposta esta na espessura dos fios de aço, os fios de aço do “bom-bril” são bem mais finos que os da palha de aço.
Tomás André dos Santos – tasmotos
quinta-feira, 21 de maio de 2009
Lavagem Artesanal e Personalizada de Motocicleta
A Lavagem Artesanal esta ligada à atividade como um todo, e podemos resumir com os itens a seguir:
- Geralmente é um serviço executado sem divulgação comercial em grande escala, apenas de forma restrita para publico de segmento especifico, normalmente realizada por profissionais ligados ao motociclismo.
- Na maioria das vezes é um serviço realizado mediante agendamento prévio, com atendimento feito diretamente por quem executa o serviço.
- A atividade é sempre de pequena escala, sem quantidades elevadas.
- É comum o serviço ser executado sem utilização de equipamentos ou maquinas de lavar de alta pressão, sem utilização de produtos químicos agressivos, sem utilização de elevadores ou outros equipamentos e artifícios complicados e inseguros.
- Nesse caso o trabalho é feito objetivando-se a segurança da motocicleta e a qualidade final do serviço.
- Via de regra, para sua estabilidade financeira esse profissional busca o ponto de equilíbrio econômico-financeiro de sua atividade através da qualidade do serviço e não da quantidade de motos lavadas.
O significado da Lavagem Personalizada, esta relacionada ao serviço especifico da lavagem de cada motocicleta, pode ser entendida com o texto abaixo:
Quando lavamos nossa motocicleta é comum dar mais atenção a determinados detalhes, deixando outros de lado, fazemos isso porque aquele detalhe que recebeu nossa maior atenção, com certeza estava necessitando de mais cuidados. Imaginemos duas situações diferentes: na primeira lubrificamos excessivamente a corrente de transmissão e a roda e balança traseira ficaram sujas com o excesso de lubrificação. Na segunda situação a moto rodou em dia chuvoso em estrada de terra e esta toda suja de barro. Com certeza quando formos lavar a moto na primeira situação, iremos dar mais atenção à sujeira da lubrificação, e na segunda situação iremos nos preocupar com a sujeira de barro. Agora imaginemos a lavagem continua da motocicleta, se na ultima lavagem a atenção foi maior para um determinado detalhe com certeza na próxima será priorizado outros detalhes. Assim funciona da Lavagem Personalizada, inicialmente projeta-se uma seqüência para uma rotina padrão de serviços, e a seguir prioriza-se determinados detalhes daquela moto. O conhecimento aprofundado sobre a motocicleta a ser lavada é extremamente importante para orientar o serviço. Uma das etapas que explica bem a personalização é o cuidado com a pintura, lembrando que não é aconselhável encerar todas as vezes que se lava, uma vez que se provoca um desgaste excessivo do verniz, portanto a decisão de encerar deve ser tomada após avaliar o estado da pintura a cada lavagem. Quando a motocicleta é lavada com freqüência pode-se, alem de realizar totalmente uma rotina padrão, efetuar melhorias em locais que estão necessitando de cuidados redobrados. Cada moto é única, o comparativo deve ser feito com ela mesma em ocasiões diferentes, dessa forma somente através da lavagem freqüente pode-se realmente executar uma lavagem personalizada, estaremos comparando a lavagem atual da lavagem anterior. Cada moto tem sua própria história de conservação, e só com o passar do tempo pode-se avaliar se a mesma teve sua conservação adequadamente personalizada.
Tomas André dos Santos - tasmotos
Mitos sobre Lavagem e Conservação de Motocicletas
Nem todos os mitos podem ser totalmente falsos ou totalmente verdadeiros.
O mito nada mais é que a radicalização de um conceito ou uma idéia.
Ar Comprimido
Mito: Não se deve usar ar comprimido para secar a moto.
É muito importante usar ar comprimido para secar a motocicleta, essa atividade ira remover a umidade e a sujeira de locais que não temos acesso, o mito nasceu por que muitos acreditam que o ar comprimido pode prejudicar sistemas elétricos e peças sensíveis. Para que isso não seja verdade basta executar a tarefa com muito cuidado e atenção de maneira segura.
Lava Rápido
Mito: Nunca se deve lavar a moto em Lava Rápido.
Via de regra os lava rápidos não estão preparados para lavar motocicletas, utilizam equipamentos e produtos altamente prejudiciais para a motocicleta. Os automóveis têm praticamente todas as partes externas pintadas, que são protegidas pelo verniz, que por sua vez é resistente aos produtos utilizados. Já a motocicleta tem exposto uma variedade muito grande de materiais sensíveis a jatos de alta pressão e produtos químicos.
Maquina de Alta Pressão
Mito: Não se deve usar maquina de alta pressão para lavar a moto.
Os equipamentos de lavagem com alta pressão podem realmente danificar alguns locais da motocicleta, em especial o radiador e as partes elétricas. Quando a moto esta muito suja o jato de alta pressão pode também riscar a pintura. Na corrente de transmissão também não é aconselhável utilizar porque faz a sujeira penetrar entre os elos.
Grafite
Mito: A mistura de graxa e grafite é muito boa para a lubrificação da corrente de moto.
Conforme demonstram diversas informações técnicas, a graxa não é ideal para a lubrificação de corrente de motocicletas. E por sua vez a grafite só é indicada como lubrificante se for utilizada em seu estado natural. Portanto existem dois motivos que não recomendam a utilização dessa mistura. O lubrificante adequado e amplamente recomendado pelos fabricantes é o Óleo Lubrificante Sae 90.
Lavagem da Corrente
Mito: Não se deve lavar a corrente da moto.
Deve-se lavar periodicamente a corrente a fim de retirar todo o excesso de lubrificação. É aconselhável antes de lubrificar a corrente remover toda lubrificação velha e suja. Os produtos utilizados para lubrificar a corrente favorecem o acúmulo de areia, pó e sedimentos, que irão funcionar como “abrasivos”, provocando o desgaste por atrito do conjunto. Assim, somente a lavagem pode contornar esse problema. O mito nasceu principalmente por conta dos produtos utilizados para a lavagem da corrente. Não devemos nunca utilizar desengraxantes pesados eles prejudicam diretamente o metal da corrente. Nem usar gasolina, óleo diesel ou querosene puros porque podem ressecar os anéis de borracha das correntes mais modernas.
Lavagem da Moto
Mito: O excesso de lavagem estraga a moto.
Na realidade lavagem é conservação, deve-se lavar quantas vezes quiser que não estraga, não desgasta, não prejudica em nada a motocicleta. Preferencialmente faça isso você mesmo, durante essa atividade você ira conhecer melhor sua motocicleta e ainda estará automaticamente fazendo uma inspeção mecânica geral. Esse mito surgiu por conta de poucos motociclistas que não gostam de lavar a moto terem a necessidade justificar suas atitudes.
Motor Quente
Mito: Não devemos lavar a moto com o motor quente.
Esse mito tem uma finalidade preventiva, com eles os especialistas estão querendo prevenir o choque térmico a fim de evitar “trincas” no bloco do motor. Na pratica é muito difícil ocorrer o choque térmico por se molhar o motor com uma mangueira de jardim, por exemplo. Caso isso fosse verdade o que aconteceria quando estamos rodando há muito tempo com a moto e começa a chover forte? Para poder acorrer o choque térmico teríamos basicamente que jogar o motor à altíssima temperatura em um recipiente cheio de água com temperatura muito baixa. Podemos sim lavar a moto com o motor quente, basta, por exemplo, começar pelas rodas e ir molhando o motor aos poucos lentamente de maneira gradativa, iniciando-se sempre pelas partes mais inferiores.
Água e Umidade
Mito: O excesso de água e de umidade enferruja a moto.
O principal causador da oxidação (ferrugem) é o oxigênio, que se encontra em muito maior quantidade no ar do que na água. Na realidade o excesso de água e umidade não são os responsáveis diretos pelo inicio da oxidação. É importante ressaltar que com a ação do vento causado pela movimentação da moto e do calor gerado pelo sol e pelo motor a moto esta quase sempre seca e sem umidade. Ocorre que por falta da lavagem e conservação inicia-se um processo de sedimentação de resíduos e micro partículas que ficam incrustados nos materiais funcionando como pontos retentores de umidade. Se as peças estiverem limpas a umidade não “conseguira” iniciar o processo de oxidação. Esse mito surgiu porque as pessoas normalmente associam umidade com ferrugem.
Encerar Pintura
Mito: Não se deve encerar a pintura da motocicleta.
Na realidade o que limpa e protege realmente motocicleta é a cera, pois só ela remove todos os micro-sedimentos depositados na pintura. Esse mito tem um caráter preventivo. Na realidade muitas ceras automotivas têm alto teor de abrasão e acabam “lixando” demasiadamente o verniz. Para isso não acontecer basta tomar dois pequenos cuidados: não usar ceras muito abrasivas e não encerar a moto todas as vezes que lavar.
Óleo Diesel
Mito: Não se deve utilizar óleo diesel puro na lavagem da moto.
Correto, o óleo diesel tem alto teor de enxofre, que é prejudicial para quase todas as peças da moto. Mas as lonas e as pastilhas de freio são as mais prejudicadas, elas irão reter a gordura do óleo diesel ficando lisas, brilhantes e “envidraçadas”, perdendo sua eficiência para frenagem, na maioria das vezes temos que substituí-las por novas.
Tomás André dos Santos - tasmotos
A Lavagem na Conservação de sua Motocicleta
Dicas:
- Como estamos falando que lavagem é conservação, é importante então planejar essa ação, assim como planejamos serviços mecânicos.
- Para lavar sua moto disponha de: tempo para a execução da tarefa, local adequado, roupa apropriada, materiais e produtos específicos.
- Acostume-se a reservar pelo menos um dia da semana para a lavagem da moto.
- Planeje com antecedência a lavagem de sua moto, nunca deixe para a ultima hora.
- Evite datas que normalmente são complicadas como véspera e pós-feriados prolongados ou encontros de motociclistas.
- Ao levar para lavar em outro local, procure levar a moto com antecedência de pelo menos um dia antes da data agendada.
- A lavagem pode ser feita mesmo em dias frios ou chuvosos, pois normalmente nesses dias você não usa sua moto.
Tomás André dos Santos - tasmotos
quarta-feira, 13 de maio de 2009
Dicas Rapidas de Conservação para Motocicletas
Em nosso dia a dia a gente vai recebendo diversas informações sobre conservação de motocicletas, seja em sites, foruns, ou revistas especializadas. Juntei varias dessas informações, fiz uma releitura delas, acrescentei minha experiencia e meu pensamento e estou disponibilizando para os amigos do Tas na Web:
- Utilização da Moto: Utilize constantemente sua moto, um dos fatores mais importantes para a conservação da moto é o seu uso freqüente, deixá-la parada sem uso por muito tempo é prejudicial para quase todos seus componentes, como: pneus, tanque de combustível, bateria, carburadores, e outros.
- Lavagem da Motocicleta I: Deixar de lavar a moto por muito tempo é bastante prejudicial para sua conservação, alguns sedimentos e micro sedimentos se fundem nos materiais, e esses pontos de sujeira irão funcionar como retentores de umidade e serão os causadores do inicio da oxidação.
- Lavagem da Motocicleta II: Evite lavar sua motocicleta em lava-rapido de veículos, normalmente os produtos e equipamentos utilizados são inadequados para a lavagem de motos. As maquinas de lavar de alta pressão tem jatos d’água muito forte, e danificam peças como colméia do radiador, contatos elétricos, etc.. O “Solupam” e o “Ativado” provocam manchas que nunca mais são retiradas alem de provocar a oxidação precoce de todas peças metálicas.
- Solução da Bateria: Verifique sempre a integridade da mangueira do respiro da bateria, caso haja vazamentos o prejuízo é certo, pois a solução de bateria (água com acido) ira manchar e corroer todo local onde teve contato, é muito comum verificar manchas na balança traseira da suspensão.
- Fluido de Freio: Com bastante freqüência examine visualmente a integridade da junta das tampas dos reservatórios de fluidos de freios, em especial o da frente que fica sobre o guidon, é comum se verificar vazamentos, o fluido de freio é corrosivo e “detona” todo local onde tem contato.
- Utilização de Chaveiros: Nunca utilize chaveiros e chaves diversas junto com a chave da moto, pois o volume e o excesso de peso das chaves diminuem a vida útil do miolo da fechadura, e acabam arranhando toda as partes onde tem contato, como da mesa da suspensão dianteira, e outras.
- Capa para Moto: O uso de capa para moto é uma opção que precisa ser bem planejada, deve-se escolher o modelo adequado para cada moto, evitar as muito pesadas. O ideal é utilizá-la somente quando a moto for ficar muito tempo sem rodar. Não colocá-la quando a moto estiver suja, pois a mesma ira riscar a pintura. Não colocá-la quanto o motor estiver quente, alem da possibilidade de queima e incêndio pelo contato com partes muito aquecidas como o escapamento, ao se colocar a capa sobre a moto quente ela ira formar umidade (vai suar) e essa umidade será a responsável pelo inicio de um processo de oxidação.
- Combustível e Tanque de Combustível: Alem de utilizar sempre combustível de boa qualidade, é aconselhável também tentar manter o tanque sempre cheio, principalmente quando a moto for ficar parada por certo tempo (não muito longo), pois a parte que fica sem combustível tende a sofrer um processo de oxidação.
- Bolsas e Alforjes: As bolsas e Alforjes devem ser utilizadas sempre com suporte adequado, quando a bolsa é colocada em contato direto com a pintura ou cromados da moto a mesma ira riscar esses locais por abrasão, principalmente em longas viagens.
- Proteção Provisória: Motociclistas mais experientes, principalmente de motos esportivas, têm o habito de colar provisoriamente adesivos tipo “contacto” nos locais mais vulneráveis da moto, como bico do para lama dianteiro e parte frontal da moto para protegê-la contra pedriscos, e na lateral do tanque e lateral da rabeta traseira para protegê-la da abrasão das pernas e das mochilas.
- Proteção Definitiva: Atualmente existem profissionais que fazem uma adesivagem quase que completa na moto para protegê-la, utilizam produtos profissionais que tem uma durabilidade muito maior, e quando desejar basta removê-los, que as peças que estavam protegidas estarão como novas.
- Bauleto: O uso de bauletos é a opção correta para transporte diário de objetos e capacetes, mas sua instalação deve ser bem planejada, na maioria das vezes o suporte para fixação do bauleto não é adequado, e sua colocação compromete componentes originais da moto. Procure instalar o suporte no mesmo local que vendeu o bauleto e exija garantia total do conjunto.
Tomás André dos Santos - tasmotos
Remoção e Tratamento Ferrugem em Motocicletas
Antes de falar de remoção da ferrugem, devemos falar da prevenção. Para evitar o inicio da ferrugem (oxidação) o importante é manter a moto sempre limpa e encerada. O fator que inicia o processo de ferrugem é o acumulo de sedimentos e microsedimentos grudados nas peças, que irão servir como pontos retentores de umidade.
Normalmente eu faço o tratamento das peças comprometidas com a ferrugem na lavagem da motocicleta, sendo que algumas atividades são feitas antes da lavagem e outras depois da lavagem já na etapa de acabamento.
Quando o problema é generalizado e existem muitos pontos de ferrugem, é muito difícil resolver o problema todo de uma só vez, deve-se a cada lavagem tentar solucionar o maior numero de casos possíveis.
Entre os diversos equipamentos, produtos e materiais utilizados nessa atividade, destacam-se: "Ferrox" ou similar, encontrado em lojas de tintas ou materiais para construção. Pincel bem pequeno, aqueles usados em artesanato e pintura de óleo sobre tela. Palha de aço grossa (para cromados).
Atenção: Não se deve usar o ferrox todas às vezes de maneira indiscriminada, ele é para ser usado com moderação e com cuidado, somente nos pontos com ferrugem.
Para melhor orientação técnica a fim de tentar solucionar o problema da ferrugem já instalada em peças da motocicleta, gosto de separar os materiais em dois grupos distintos: o primeiro grupo são os materiais ferrosos, zincados, galvanizados, alumínios, etc. expostos, ou seja, aqueles que não tem proteção de pintura ou verniz. O segundo grupo são os cromados e aço polido.
A – Materiais expostos em geral:
Para remover a ferrugem em peças expostas, sem proteção de pintura ou verniz, como ferro, alumínio, peças zincadas ou niqueladas, o processo é o seguinte:
1- Com a moto seca, antes de molhá-la para a lavagem, pincele levemente o ferrox em todos os pontos de ferrugens, sem deixar respingar em outras peças da moto.
2- Depois de vinte a trinta minutos proceda a lavagem normal da moto.
3- Depois de secar a moto, observe cada ponto onde foi aplicado o Ferrox, alguns vão continuar com ferrugem, outros vão ficar pretos, outros vão ficar esbranquiçados e m outros nada vai acontecer. Isso ocorre porque os materiais são diferentes, e o Ferrox vai agir de maneira diferente em cada um.
4- Nos locais onde a ferrugem permaneceu deve-se repetir a operação. Os locais que ficaram pretos, normalmente são de ferro puro, e já estão com a ferrugem estancada. Nos pontos esbranquiçados é material zincado, galvanizado ou alumínio e também já estão tratados. Para melhorar seu aspecto visual de todos esses pontos pode-se limpá-los com escova de dente ou pincel grosso, com querosene, óleo Singer ou óleo lubrificante.
5- Por fim para diminuir a reincidência da ferrugem pode-se aplicar óleo em spray tipo WD.
B – Cromados e Aço polido:
Para a remoção da ferrugem de peças cromadas como guidão, parafusos de guidão, aros e escapamento. E as peças de aço polido como as bengalas, o procedimento é o seguinte:
1- Com a moto seca, antes da lavagem utilize a palha de aço grossa como descrito na matéria sobre remoção de plásticos grudados nos cromados postado neste blog no dia 25/05/09. (Atenção: não efetue essa atividade sem antes ler atentamente todas as instruções contidas nessa matéria sobre o uso da palha de aço).
2- Com um pano seco remova todo o pó de ferrugem que ficou na peça. Isso ira permitir que seja visualizado onde a ferrugem não foi removida por completa. Normalmente só irão restar os pontos onde a ferrugem esta mais profunda.
3- Pincele levemente o ferrox em todos os pontos de ferrugens remanescentes, sem deixar respingar em outras peças da moto.
4- Depois de vinte a trinta minutos proceda a lavagem normal da moto.
5- Depois da moto lavada, e seca, durante a etapa do acabamento encere muito bem as peças cromadas e de aço polido com cera de polimento ou produtos tipo brasso, kaol, etc. (Atenção somente à cera bem aplicada é que remove os micro-sedimentos remanescentes retardando assim a reincidência de ferrugem nessas peças).
Obs.: Ficam fora das duas orientações acima os raios não cromados. Neles não tem muito que se fazer. Deve-se evitar a palha de aço e o bom-bril, pois eles são zincados e "descascam" com muita facilidade e começam a enferrujar com muita velocidade. A única sugestão é aplicar e remover cera de polimento com escova de dente e flanela.
Tomás André dos Santos - tasmotos
