Parte 1 – Orientações Iniciais
Diversas soluções:
Existem muitas maneiras e produtos para se fazer o acabamento das diversas peças e locais das motocicletas. As sugestões apresentadas nesta matéria são apenas algumas dessas formas, e não tem a pretensão de ser a palavra final sobre o assunto.
Fundamentos:
Há quase oito anos lavo motocicletas de maneira artesanal, nesse período já lavei pessoalmente mais de 3.600 motos. As soluções apresentadas surgiram do resultado pela busca de propostas para acabamento durante esses anos. Sempre busquei para as diversas peças das motocicletas soluções especificas para cada uma. Acima de tudo essas soluções devem ser simples de serem utilizadas e sempre visando segurança e a conservação das peças.
A quem se destina:
Este trabalho se destina especificamente para os motociclistas que gostam de cuidar pessoalmente de sua motocicleta e acima de tudo que “curtem” conservar sua motocicleta, mantendo-a sempre com boa apresentação visual. E que gostam de discutir e debater esse tipo de assunto com outros amigos motociclistas.
Eficiência e Segurança:
Um dos pontos pretendidos nesse trabalho é o ponto de equilíbrio entre eficiência e segurança na conservação das peças e materiais. De nada adianta um produto ser excelente para remover sujeira e dar acabamento nas peças da motocicleta, se ele não for seguro para ser utilizado de forma adequada, para todas as situações especificas da motocicleta.
Tipos e Marcas de Produtos:
A finalidade desta matéria é transmitir orientações praticas e fundamentos. A marca do produto não deve ser o objeto principal da discussão. Muito importante ressaltar que o resultado final dependera muito mais da forma de se utilizar o produto. Portanto o mais importante é a atividade e não a marca do produto utilizado. Não é interesse desta matéria citar marcas comerciais de produtos, evitando-se assim problemas mercadológicos e comerciais. Portanto marcas especificas não serão citadas. Não haverá discussão e comparação entre os tipos e marcas de produtos existentes no mercado. É interessante que cada motociclista, através de pesquisa própria, aprenda a conhecer os diversos tipos e marcas de produtos disponíveis no mercado, somente assim conseguira adquirir conhecimentos para decidir quais marcas melhor atendem suas necessidades.
Parte 2 – As soluções Sugeridas:
Pintura com verniz, muito nova, sem riscos, limpa:
Lustra moveis ou cera tipo auto brilho, ou então a mistura das duas. A concentração da mistura ira variar conforme o estado da pintura e o interesse do motociclista. Aplicação e acabamento com flanela nova e limpa.
Pintura com verniz, nova, riscos leves, levemente impregnada:
Cera liquida automotiva de baixa abrasividade pura ou misturada com um pouco de cera tipo auto brilho. A concentrações da mistura depende do estado da pintura. Aplicação e acabamento com flanela nova e limpa.
Pintura com verniz, levemente opaca, com riscos, e impregnação:
Cera liquida automotiva de baixa abrasividade acrescida com uma quantidade mínima de massa de polimento fina. A concentração da mistura depende da real condição que se encontra a pintura. Depois da recuperação do verniz com a mistura acima pode se aplicar cera tipo auto brilho. Aplicação e acabamento com flanela nova e limpa.
Pintura com verniz, detonada, muitos riscos, opaca e bem impregnada.
Cera liquida automotiva de baixa abrasividade acrescida com massa de polimento fina. A quantidade de massa colocada na cera depende de cada situação especifica. Depois da recuperação do verniz com a mistura acima pode se aplicar cera tipo auto brilho. Aplicação e acabamento com flanela nova e limpa.
Riscos e impregnações na pintura com verniz:
Primeira etapa com massa de polimento fina aplicada diretamente nos locais onde existem riscos, arranhões e impregnações. Segunda etapa com cera liquida automotiva de baixa abrasividade aplicada em toda a peça. Depois da recuperação do verniz com as ações acima pode se aplicar cera tipo auto brilho. Aplicação e acabamento com flanela nova e limpa.
Pinturas tipo preto fosco e outras como a do quadro da motocicleta:
Mistura de lustra moveis com gotas mínimas de óleo mineral. A concentração do óleo mineral dependera do acabamento que se pretende, ou seja, mais ou menos brilho. Aplicação com esponja e acabamento com tecido sintético sem algodão.
Peça plástica colorida sem verniz (Plásticos Off-Road), nova e limpa:
Lustra moveis ou cera tipo auto brilho, ou então a mistura das duas. Aplicação e acabamento com flanela nova e limpa.
Peça plástica colorida sem verniz (Plásticos Off-Road), levemente impregnada:
Primeira etapa com lustra moveis acrescido com uma quantidade mínima de cera liquida automotiva de baixa abrasividade. Segunda etapa com lustra moveis acrescido com uma quantidade mínima de cera tipo auto brilho. Como é uma situação muito distinta e especial deve-se fazer uma mistura especifica conforme cada situação. Aplicação e acabamento com flanela nova e limpa.
Peças pintadas protegidas com plásticos adesivos:
Lustra moveis ou cera tipo auto brilho, ou então a mistura das duas. A concentração dos produtos na mistura depende do resultado esperado. Aplicação e acabamento com flanela nova e limpa.
Peças plásticas pretas foscas tipo para lama traseiro:
Mistura de lustra moveis com algumas gotas de óleo mineral. A concentração do óleo mineral dependera do estado da peça, ou seja, nova, velha, ressecada, etc. A concentração da mistura dependera também do resultado esperado em cada situação. Aplicação com esponja e ou pincel, remoção de excessos e acabamento com tecido sintético sem algodão.
Peças plásticas cromadas:
Cera liquida automotiva de baixa abrasividade pura ou misturada com um pouco de cera tipo auto brilho. Aplicação e acabamento com flanela nova e limpa.
Peças metálicas cromadas novas:
Cera liquida automotiva de baixa abrasividade acrescida com uma boa quantidade de produto para lustrar metais. Aplicação e acabamento com flanela nova e limpa.
Peças metálicas cromadas detonadas:
Cera liquida automotiva de baixa abrasividade acrescida com massa de polimento fina e produto de lustrar metais. Aplicação e acabamento com flanela nova e limpa.
Peças de Alumínio e Ligas Leves em geral, sem proteção, detonadas:
Primeira etapa com massa de polimento fina. Segunda etapa com cera liquida automotiva de baixa abrasividade. Terceira etapa com cera tipo auto brilho. Aplicação e acabamento com flanela nova e limpa.
Peças de Alumínio e Ligas Leves em geral, sem proteção:
Primeira etapa com cera liquida automotiva de baixa abrasividade. Segunda etapa com cera tipo auto brilho. Aplicação e acabamento com flanela nova e limpa.
Peças de Alumínio e Ligas Leves em geral, anodizadas:
Lustra moveis misturado com uma pequena quantidade de cera tipo auto brilho. Aplicação e acabamento com flanela nova e limpa.
Punhos pretos e cabos de comandos:
Mistura de lustra moveis com poucas gotas de óleo mineral. A quantidade de óleo mineral deve ser mínima. As peças deverão secar naturalmente, não devem manchar ao toque e nem acumular pó. Aplicação com pincel e acabamento com pincel seco.
Peças e painéis de plástico preto tipo painel de automóvel:
Mistura de lustra moveis com poucas gotas de óleo mineral. A concentração do óleo mineral deve ser bem pequena. As peças deverão secar naturalmente, não devem manchar ao toque e nem acumular pó. Aplicação com esponja ou pincel. Remoção de excessos com tecido sintético sem algodão
Bolhas ou pára-brisas de plástico ou acrílico:
Lustra moveis misturado com um pouco de cera tipo auto brilho. Aplicação e acabamento com flanela nova e limpa.
Lentes Plásticas das setas e lanternas novas:
Lustra moveis misturado com um pouco de cera tipo auto brilho. Aplicação e acabamento com flanela nova e limpa.
Lentes Plásticas das setas e lanternas, ressecadas e opacas:
Cera liquida automotiva de baixa abrasividade. Para essa atividade deve-se aplicar uma gota em uma ponta da flanela e fazer movimentos fortes com os dedos sobre a peça plástica. Com essa ação será removida a parte superior ressecada do plástico, assim a peça voltara a ficar bonita novamente. Em seguida fazer o acabamento com flanela seca e limpa.
Vidros dos espelhos retrovisores:
Cera liquida automotiva de baixa abrasividade. Para essa atividade o espelho deve estar bem seco, é comum ficar umidade na parte inferior. Aplicar uma pequena gota em uma ponta da flanela e começar pelo centro do espelho, com movimento circular chegar até as laterais evitando o acumulo de cera nos cantos. Esperar a cera secar e em seguida fazer a remoção com uma flanela bem seca e bem limpa.
Vidros do farol e dos visores de velocímetros e conta-giros:
Bata com a unha ou costa do dedo na peça para descobrir se ela é de vidro ou de plástico. Se for de vidro utilize cera liquida automotiva de baixa abrasividade. Para essa atividade o painel deve estar bem seco. Aplicar uma pequena gota em uma ponta da flanela e começar pelo centro do vidro, com movimento circular do dedo chegue até as laterais evitando o acumulo de cera nos cantos. Esperar secar e fazer a remoção com uma flanela seca e limpa.
Plásticos do farol e dos visores de velocímetros e conta-giros:
Bata com a unha ou costa do dedo na peça para descobrir se ela é de vidro ou de plástico. Se for de plástico utilize lustra moveis, cera auto brilho ou mistura das duas. Para essa atividade o painel deve estar bem seco. Aplicar uma pequena gota em uma ponta da flanela e começar pelo centro do vidro, com movimento circular do dedo chegue até as laterais evitando o acumulo de produto nos cantos. Esperar secar e fazer a remoção com uma flanela bem seca e bem limpa.
Bancos e Alforjes de Couro levemente ressecados:
Lustra moveis misturado com algumas gotas de óleo mineral. Aplicação com espoja, remoção bem eficiente de excessos com tecido sintético sem algodão, levemente umedecido.
Bancos e Alforjes de Couro ressecados e com coloração desgastada:
Primeira etapa com óleo mineral puro para hidratar o couro, aplicado com esponja, deixando secar de um dia para outro. Segunda etapa com graxa de sapato da cor do alforje aplicado com esponja escovando em seguida. Terceira etapa com lustra moveis. Aplicação com espoja, remoção bem eficiente de excessos com tecido sintético sem algodão levemente umedecido.
Bancos em corvim, courino, plásticos e similares levemente ressecados:
Lustra moveis. Aplicação com espoja, remoção bem eficiente de excessos com tecido sintético sem algodão levemente umedecido.
Bancos em geral, de couro e outros, novos e sem problemas:
Na lavagem fazer um trabalho bem detalhado com sabão liquido, utilizando-se esponjas e escovas plásticas. Deixar secar bem. Depois de seco, no acabamento, passar somente um pano de tecido sintético sem algodão, levemente umedecido.
Motores:
Querosene com óleo mineral. Com um pincel, aplica-se com moderação. A seguir deve-se remover o excesso com pincel seco e pano de tecido sintético sem algodão. Obs: Essa mistura não deve ser aplicada em borrachas e plásticos. Obs: Esse acabamento na realidade é uma “maquiagem” provisória, pois com o aquecimento, depois de algum tempo, o motor volta a ficar com seu aspecto ressecado.
Escapamentos não cromados diversos:
Misturar querosene com óleo mineral. Aplica-se com esponja. A seguir deve-se remover o excesso com pano de tecido sintético sem algodão. Obs: Esse acabamento na realidade é uma “maquiagem” provisória, pois com o aquecimento, depois de algum tempo, o escapamento volta a ficar com seu aspecto ressecado.
Escapamentos com pintura em preto fosco.
Misturar um pouco de querosene, com um pouco de óleo mineral e um pouco de graxa de sapato preto. A mistura deve ficar cremosa. Aplicar com pincel e esponja. Remover o excesso com pano de tecido sintético sem algodão. Obs: Esse acabamento na realidade é uma “maquiagem” provisória, pois com o aquecimento, depois de algum tempo, o escapamento voltara a ficar com seu aspecto ressecado.
Pneus:
Mistura de produto para pneu preto viscoso especial, com produto para pneu automotivo comum e água. Aplicar a mistura com um pincel com as cerdas cortadas com um comprimento de apenas 1,5 cm. Deixa-se secar por um tempo. Para que o mesmo não fique “melado” e excessivamente brilhante deve-se remover o excesso com um pano umedecido. Obs: O tempo que ficar secando e a maior ou menor umidade do pano, é que irão definir o brilho mais ou menos acentuado do pneu.
Rodas pintadas lisas desgastada e sem brilho:
Cera liquida automotiva de baixa abrasividade pura ou misturada com um pouco de cera tipo auto brilho. Aplicação e acabamento com flanela nova e limpa.
Rodas pintadas lisas novas:
Mistura de lustra moveis com poucas gotas de óleo mineral. A concentração do óleo mineral deve ser bem pequena. As rodas deverão secar naturalmente, não devem manchar ao toque e nem acumular pó. Aplicação com pincel. Remoção e acabamento com tecido sintético sem algodão.
Rodas pintadas com tinta fosca e porosa:
Mistura de lustra moveis com óleo mineral. A concentração do óleo mineral dependera do acabamento que se pretende, ou seja, mais ou menos brilho. Mantenho sempre algumas misturas com concentrações diferentes que escolho conforme o gosto do cliente. Aplicação e acabamento com pincel.
Colméia de radiador preto detonado:
Misturar um pouco de querosene, com um pouco de óleo mineral e um pouco de graxa de sapato preto. Aplicar o produto com pincel. Remover excessos com o pincel seco.
Colméia de radiador em geral:
Misturar um pouco de querosene, com um pouco de óleo mineral. Aplicar o produto com pincel. Remover excessos com o pincel seco.
Discos, Suportes e Pinças de Freio:
Mistura de lustra moveis com poucas gotas de óleo mineral. A concentração do óleo mineral deve ser bem pequena. As peças deverão secar naturalmente, não devem manchar ao toque e nem acumular pó. Aplicação com pincel. Remoção de excessos no disco com tecido sintético sem algodão
Conjunto de Transmissão Secundário:
Mistura de Óleo Sae 90 com um pouco de graxa de boa qualidade. Aplicar com escova de dente. Alem da lubrificação a conservação do sistema de transmissão secundário envolve outros diversos fatores, leia em meu blog www.tasnaweb.com, minha matéria completa sobre o assunto.
3 – Observações, dicas e orientações gerais:
Sugestões especificas para pintura:
Nesta matéria estou relacionando diversas sugestões de acabamento em geral, para maiores detalhes sobre ações próprias para pinturas, como aplicação e remoção de ceras, favor procurar matéria especifica em meu blog www.tasnaweb.com
Abrasivos:
São minerais muito finos, como os talcos, que fazem parte da composição de algumas ceras automotivas, cuja finalidade é funcionar como uma lixa que ira limpar as pinturas.
Plásticos e borrachas:
Evitar sempre a utilização de produtos derivados de petróleo, como querosene, óleo diesel, em plásticos, borrachas existentes em peças como cabos, mangueiras e outras.
Óleo mineral:
O Óleo mineral é um produto puro, existe inclusive produção para uso medicinal. Também é produzido e embalado para uso na recuperação de couros, que é o formato que uso, sendo encontrado em lojas de artigos de couro e para sapateiros.
Viseiras de capacetes, bolhas, para brisas, plásticos translúcidos, acrílicos, etc:
Nunca utilizar ceras com abrasivos.
Cera Auto Brilho:
A cera auto brilho na realidade é uma cera automotiva liquida de boa qualidade, sem abrasivos, que deixa uma película protetora, normalmente vendida em lojas especializada em materiais para pintura automotiva.
Remoção de Ferrugem:
Ver matéria especifica sobre o assunto em meu blog www.tasnaweb.com
Pintura externa dos capacetes:
Conforme o tipo e o estado da pintura de seu capacete utilize uma das sugestões para pintura com verniz citadas nesta matéria.
Bancos:
Deve-se evitar a utilização de produtos nos bancos, mas quando isso for totalmente necessário, deve-se remover muito bem qualquer produto aplicado nos bancos a fim de evitar que o mesmo fique escorregadio e comprometa a segurança da pilotagem. Para esse fim utilize um pano de tecido sintético sem algodão levemente umedecido com água.
Lustra Moveis:
Comprar somente lustra moveis de coloração esbranquiçada, leitosa, cremosa, e de boa qualidade.
Remoção de plásticos grudados em escape cromado:
Ver matéria especifica sobre o assunto em meu blog www.tasnaweb.com
Tecido sintético sem algodão:
Deve ser feita à utilização desse tipo desse tecido para o acabamento de serviços em locais onde não se deseja que fiquem resíduos e farpas de algodão. Camisetas velhas com pouca composição de algodão podem muito bem ser utilizadas. Para que esses panos realmente não soltem farpas é importante que os mesmos não tenham sido colocados na maquina para serem lavados junto com tecidos de algodão como a flanela e outros.
Logística para acabamento geral:
Deve-se iniciar pelas rodas, a seguir fazer o acabamento completo no motor, em seguida tratar as peças pretas e plásticos, em seguida os cromados e só por ultimo a cera nas partes pintadas.
Logística para acabamento das rodas:
Primeiro deve-se fazer o acabamento nos pneus, a seguir nas pinças, suportes e discos de freio e somente por ultimo nas rodas.
Produtos para Pneu:
Existe um produto preto viscoso de uso profissional vendido em lojas que revendem material para lava rápido automotivo. Existem também os produtos automotivos a base de glicose, transparente e colorido, normalmente vendidos em supermercados.
Cuidados com o acabamento dos Pneus:
Não se deve utilizar silicone ou produtos gordurosos nos pneus, pois alem de permitirem a aderência de pó e terra, esses produtos podem escorrer para a banda de rodagem e provocar um acidente.
Atenção com os radiadores (água e óleo):
Para fazer o acabamento em radiadores deve-se utilizar pincel com as cerdas cortadas com um comprimento de dois cm. O corte do cabo do pincel, reduzindo seu comprimento também ajuda no trabalho, uma vez que o radiador geralmente fica em local de difícil acesso. Exige-se muito cuidado e atenção para manusear as células das colméias dos radiadores, pois a mesmas são muito sensíveis. Para isso segure sempre o pincel reto e alinhado de frente para o radiador e faça movimentos sempre de cima para baixo ou vice-versa. Atenção: Nunca movimente o pincel da direita para a esquerda ou vice-versa.
Tomas André dos Santos – tasmotos
www.tasnaweb.com
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segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
terça-feira, 29 de dezembro de 2009
Economia de água na lavagem de motocicletas
O porquê desta matéria:
Com o atual crescimento da consciência ecológica, a busca pela redução no consumo de água tem se tornado um dos itens mais discutidos, nós motociclistas temos que dar nossa contribuição para redução do consumo de água e por conseqüência melhorar nossa vida no planeta.
A quem se Destina:
Esta matéria se destina aos motociclistas que gostam de lavar artesanalmente suas motocicletas na própria residência, que desejam continuar a fazer essa atividade visando à redução do consumo de água. Portanto esta matéria não tem a pretensão de ser a palavra final sobre o assunto e nem discutir técnicas avançadas, modernas e futurísticas para lavagem de motocicletas.
Fundamentos:
Nos últimos anos, ao executar as lavagens de motocicletas, passei a me preocupar com o consumo de água, comecei a buscar soluções praticas que pudessem ajudar na economia de água. Na busca dessas soluções, descobri que estava fazendo uma reformulação em todo o conceito que tinha sobre essa atividade. Assim através desta matéria estou tentando consolidar esses pensamentos, formatos e procedimentos a fim de transmitir para outros motociclistas.
Principais Recursos Utilizados:
Os dois principais recursos utilizados para desenvolver esse objetivo foram:
1º - Redução da importância da lavagem na limpeza como um todo.
2º - Adoção de medidas especificas, visando a redução direta do consumo de água.
Alteração na forma de designar a atividade:
Em vez de usar o conceito “lavar”, devemos passar a usar o conceito “limpar”. Quando usamos “lavar”, estamos pensando em consumir água. Quando usamos “limpar”, estaremos buscando soluções sem a utilização de água.
O Conceito da Limpeza a Seco:
Percebi que o que estava tentando buscar é algo parecido com o conceito da limpeza a seco, muito difundida atualmente na limpeza automotiva. Onde em vez de água usam-se produtos especiais e específicos para a atividade, substituindo assim o uso de água.
Mudança do conceito na forma de limpar:
O mais importante deve ser a mudança na forma de como imaginamos cada etapa da limpeza. Todo motociclista ao lavar sua motocicleta adota o seguinte formato: primeiro lava muito bem todas as peças e componentes, depois enxuga rapidamente e por fim encera só a parte pintada. E dessa forma imagina que é na lavagem onde se usa a água que devera ser solucionado todo problema de sujeira encontrado na motocicleta. O que se propõe é executar essa etapa de lavagem com água de forma mais rápida, e melhorar a eficiência da atividade nas outras etapas posteriores feitas sem uso de água.
Novo formato das etapas:
Formato anterior : 1 – “Lavar” --> 2 – “Enxugar” --> 3 – “Encerar”.
Formato proposto : 1 – “Pré Limpeza” --> 2 – “Limpeza” --> 3 – “Acabamento”.
1 - De “Lavar” para “Pré Limpeza”: Onde antes fazíamos uma lavagem muita bem feita e detalhada, usando-se muita água, devemos agora fazer um trabalho mais rápido, não muito detalhado, ou seja, não se buscara a perfeição ainda nessa etapa.
2 - De “Enxugar” para “Limpeza”: Onde apenas enxugávamos rapidamente, agora vamos fazer um trabalho mais detalhado, com pano úmido, pinceis e escovas, vamos remover detalhes que ficaram na etapa anterior. Ou seja, vamos realmente proceder a limpeza.
3 - De “Encerar” para “Acabamento”: Onde antes apenas nos preocupávamos com o acabamento das partes pintadas com uso de ceras, agora, com o uso de produtos específicos, iremos melhorar o aspecto visual de todas as peças e componentes da motocicleta.
Exemplos práticos da mudança proposta:
1 - Os locais que tinham muita graxa e óleo fazíamos a limpeza completa ainda na etapa de lavagem. Agora na etapa de acabamento, removeremos a sujeira remanescente com o uso de querosene e pincel dos locais que ainda ficarem com resíduos de graxa ou óleo.
2 - Quando a frente da motocicleta estava impregnada com insetos ressecados colados à pintura. No formato anterior, durante a lavagem, com o uso de água, xampu e esponja removíamos detalhadamente todas as impregnações de insetos. No novo formato, durante a lavagem removemos a parte mais fácil e volumosa desses insetos, durante a etapa de acabamento com o uso de cera, removeremos o restante mais colado e impregnado.
Medidas especificas para redução do consumo:
Para reduzir o uso de água na “Pré Limpeza”, passei a adotar medidas simples, mas eficientes, como a colocação de bico redutor de água na mangueira. O volume de água é mínimo, a água sai quase como um vapor. Só com essa medida consegui uma redução de cerca de setenta por cento na vazão de água. Instalei um registro com alavanca de acionamento rápido bem próximo onde a moto é lavada. Primeiro desenrolo a mangueira, posiciono ela próximo a moto e só então abro o registro. Procurei definir e estipular tempos para o uso da mangueira ligada para cada etapa, e defini uma quantidade máxima de água que uso no balde.
Sugestão de procedimento para a “Pré Limpeza”:
Molhar rapidamente a moto em menos um minuto. Fechar imediatamente o registro da mangueira. Executar tranqüilamente a etapa de aplicação dos produtos com pinceis e escovas. Realizar um rápido pré enxágüe em menos de um minuto. Colocar apenas três litros de água em um balde, acrescentar o xampu e com a mangueira desligada, fazer a lavagem geral com a esponja, lembrando que quanto menos xampu usar mais fácil será o enxágüe. Fazer o enxágüe final no maximo em um minuto e meio. Após algumas medições conclui que conforme o nível de sujeira, consigo lavar uma motocicleta utilizando algo em torno 10 a 12 litros de água, ou seja, muito menos que muitos marmanjos usam para tomar um banho.
Novo formato e sugestões para o “Acabamento”:
Nesta matéria abordei diretamente o tema sobre economia de água. Nesse novo formato o “Acabamento” passa a ter uma ação mais importante no processo de limpeza, dessa forma estou concluindo nova matéria com dicas de materiais, produtos e ações especificas para ser utilizadas no “Acabamento”. Assim que essa matéria esteja concluída estarei disponibilizando para todos.
Tomás André dos Santos – tasmotos
Com o atual crescimento da consciência ecológica, a busca pela redução no consumo de água tem se tornado um dos itens mais discutidos, nós motociclistas temos que dar nossa contribuição para redução do consumo de água e por conseqüência melhorar nossa vida no planeta.
A quem se Destina:
Esta matéria se destina aos motociclistas que gostam de lavar artesanalmente suas motocicletas na própria residência, que desejam continuar a fazer essa atividade visando à redução do consumo de água. Portanto esta matéria não tem a pretensão de ser a palavra final sobre o assunto e nem discutir técnicas avançadas, modernas e futurísticas para lavagem de motocicletas.
Fundamentos:
Nos últimos anos, ao executar as lavagens de motocicletas, passei a me preocupar com o consumo de água, comecei a buscar soluções praticas que pudessem ajudar na economia de água. Na busca dessas soluções, descobri que estava fazendo uma reformulação em todo o conceito que tinha sobre essa atividade. Assim através desta matéria estou tentando consolidar esses pensamentos, formatos e procedimentos a fim de transmitir para outros motociclistas.
Principais Recursos Utilizados:
Os dois principais recursos utilizados para desenvolver esse objetivo foram:
1º - Redução da importância da lavagem na limpeza como um todo.
2º - Adoção de medidas especificas, visando a redução direta do consumo de água.
Alteração na forma de designar a atividade:
Em vez de usar o conceito “lavar”, devemos passar a usar o conceito “limpar”. Quando usamos “lavar”, estamos pensando em consumir água. Quando usamos “limpar”, estaremos buscando soluções sem a utilização de água.
O Conceito da Limpeza a Seco:
Percebi que o que estava tentando buscar é algo parecido com o conceito da limpeza a seco, muito difundida atualmente na limpeza automotiva. Onde em vez de água usam-se produtos especiais e específicos para a atividade, substituindo assim o uso de água.
Mudança do conceito na forma de limpar:
O mais importante deve ser a mudança na forma de como imaginamos cada etapa da limpeza. Todo motociclista ao lavar sua motocicleta adota o seguinte formato: primeiro lava muito bem todas as peças e componentes, depois enxuga rapidamente e por fim encera só a parte pintada. E dessa forma imagina que é na lavagem onde se usa a água que devera ser solucionado todo problema de sujeira encontrado na motocicleta. O que se propõe é executar essa etapa de lavagem com água de forma mais rápida, e melhorar a eficiência da atividade nas outras etapas posteriores feitas sem uso de água.
Novo formato das etapas:
Formato anterior : 1 – “Lavar” --> 2 – “Enxugar” --> 3 – “Encerar”.
Formato proposto : 1 – “Pré Limpeza” --> 2 – “Limpeza” --> 3 – “Acabamento”.
1 - De “Lavar” para “Pré Limpeza”: Onde antes fazíamos uma lavagem muita bem feita e detalhada, usando-se muita água, devemos agora fazer um trabalho mais rápido, não muito detalhado, ou seja, não se buscara a perfeição ainda nessa etapa.
2 - De “Enxugar” para “Limpeza”: Onde apenas enxugávamos rapidamente, agora vamos fazer um trabalho mais detalhado, com pano úmido, pinceis e escovas, vamos remover detalhes que ficaram na etapa anterior. Ou seja, vamos realmente proceder a limpeza.
3 - De “Encerar” para “Acabamento”: Onde antes apenas nos preocupávamos com o acabamento das partes pintadas com uso de ceras, agora, com o uso de produtos específicos, iremos melhorar o aspecto visual de todas as peças e componentes da motocicleta.
Exemplos práticos da mudança proposta:
1 - Os locais que tinham muita graxa e óleo fazíamos a limpeza completa ainda na etapa de lavagem. Agora na etapa de acabamento, removeremos a sujeira remanescente com o uso de querosene e pincel dos locais que ainda ficarem com resíduos de graxa ou óleo.
2 - Quando a frente da motocicleta estava impregnada com insetos ressecados colados à pintura. No formato anterior, durante a lavagem, com o uso de água, xampu e esponja removíamos detalhadamente todas as impregnações de insetos. No novo formato, durante a lavagem removemos a parte mais fácil e volumosa desses insetos, durante a etapa de acabamento com o uso de cera, removeremos o restante mais colado e impregnado.
Medidas especificas para redução do consumo:
Para reduzir o uso de água na “Pré Limpeza”, passei a adotar medidas simples, mas eficientes, como a colocação de bico redutor de água na mangueira. O volume de água é mínimo, a água sai quase como um vapor. Só com essa medida consegui uma redução de cerca de setenta por cento na vazão de água. Instalei um registro com alavanca de acionamento rápido bem próximo onde a moto é lavada. Primeiro desenrolo a mangueira, posiciono ela próximo a moto e só então abro o registro. Procurei definir e estipular tempos para o uso da mangueira ligada para cada etapa, e defini uma quantidade máxima de água que uso no balde.
Sugestão de procedimento para a “Pré Limpeza”:
Molhar rapidamente a moto em menos um minuto. Fechar imediatamente o registro da mangueira. Executar tranqüilamente a etapa de aplicação dos produtos com pinceis e escovas. Realizar um rápido pré enxágüe em menos de um minuto. Colocar apenas três litros de água em um balde, acrescentar o xampu e com a mangueira desligada, fazer a lavagem geral com a esponja, lembrando que quanto menos xampu usar mais fácil será o enxágüe. Fazer o enxágüe final no maximo em um minuto e meio. Após algumas medições conclui que conforme o nível de sujeira, consigo lavar uma motocicleta utilizando algo em torno 10 a 12 litros de água, ou seja, muito menos que muitos marmanjos usam para tomar um banho.
Novo formato e sugestões para o “Acabamento”:
Nesta matéria abordei diretamente o tema sobre economia de água. Nesse novo formato o “Acabamento” passa a ter uma ação mais importante no processo de limpeza, dessa forma estou concluindo nova matéria com dicas de materiais, produtos e ações especificas para ser utilizadas no “Acabamento”. Assim que essa matéria esteja concluída estarei disponibilizando para todos.
Tomás André dos Santos – tasmotos
terça-feira, 23 de junho de 2009
A mistura de produtos na lavagem artesanal de motocicletas.
1- Considerações Iniciais
1.1 - Diversas soluções:
Existem muitas maneiras se lavar motocicletas utilizando-se a mais variadas opções de produtos. A sugestão apresentada nesta matéria é apenas uma delas, e não tem a pretensão de ser a palavra final sobre o assunto.
1.2 - Fundamento:
Esta solução de lavagem surgiu do resultado pela busca de uma proposta para lavagem artesanal para motocicletas, que fosse acima de tudo simples, barata, segura para as peças e componentes da motocicleta, e que apresentasse o menor impacto possível para o meio ambiente.
1.3 - A quem se destina:
Este trabalho se destina especificamente para motociclistas que preferem cuidar pessoalmente de sua motocicleta e acima de tudo que “curtem” lavar sua motocicleta e que gostam de discutir e debater esse tipo de assunto com outros amigos motociclistas.
1.4 - Eficiência e Segurança:
Um dos fatores que se busca na lavagem artesanal é o ponto de equilíbrio entre eficiência e segurança oferecida pelos produtos utilizados. De nada adianta um produto ser excelente para remover qualquer tipo de sujeira se ele prejudicar componentes e peças da motocicleta.
1.5 - Marcas de Produtos:
A finalidade desta matéria é passar orientações praticas e fundamentos, não é interesse citar marcas de produtos. Com o objetivo de evitar problemas comerciais e mercadológicos, marcas não serão citadas, nem haverá discussão e comparação entre as marcas comerciais existentes no mercado. Cabe a cada motociclista pesquisar e adquirir produtos da marca que for de sua conveniência.
1.6 - Forma de apresentação do texto:
Por se tratar de uma matéria técnica com objetivos práticos que visa atender motociclistas com os mais variados níveis de conhecimento e expectativas, a riqueza de detalhes é vital para a explanação e compreensão geral do assunto, se tornando impossível resumi-lo. Para tentar contornar esse problema procurei colocar o maior numero de parágrafos com itens e sub itens, visando facilitar assim a busca do assunto especifico de interesse de cada leitor.
2 - Os produtos Utilizados
2.1 - Querosene:
O querosene é um composto formado por uma mistura de hidrocarbonetos alifáticos, naftalênicos, aromáticos. Por ser um hidrocarboneto (derivados de petróleo) o querosene apresenta uma oleosidade relativa natural. Ele é muito utilizado na lavagem de motocicletas, em especial nas peças e locais com muito óleo e graxa, como o motor, a transmissão secundaria por corrente, e outros. O Querosene apresenta um leve teor de gordura. Ele é bem seguro pois pode ser aplicado puro em quase todas peças da motocicleta. Lembrando que para tintas não protegidas por verniz ele funciona como um solvente, comprometendo também as pinturas de baixa qualidade como por exemplo às tintas em spray. O querosene é prejudicial para plásticos e borrachas, sendo que esses efeitos nocivos só serão percebidos em longo prazo. Sempre que for utilizado o querosene puro na lavagem deve-se enxaguar e enxugar bem a motocicleta. Dessa forma, também não se deve pulverizar querosene puro no motor e outras partes da motocicleta após a lavagem a fim de deixar esses locais brilhantes e com aspecto úmido.
2.2 - Óleo Diesel:
É outro produto derivado de petróleo também utilizado em motocicletas, em especial na lavagem das peças e locais com muito óleo e graxa, como o motor, a transmissão secundaria por corrente e outros. Ele é bem mais oleoso que o querosene, e seu maior agravante na questão da segurança é que existe enxofre em sua composição, que é altamente prejudicial para diversas peças da motocicleta. Dessa forma ele não é tão seguro como o querosene, não devendo ser aplicado puro na maioria das peças da motocicleta. Em especial não se deve utilizar o óleo diesel puro nas pastilhas e sapatas de freio pois sua oleosidade excessiva vai tornar as lonas e pastilhas permanentemente úmidas iniciando um processo que alguns mecânicos chamam de envidraçamento das lonas e pastilhas, nesse caso elas ficam brilhantes e lisas e perdem totalmente sua capacidade de frenagem. Muitas vezes esse problema não tem retorno, sendo necessário substituir essas peças. O óleo diesel em contato com algumas áreas pintadas não protegidas com verniz funciona como um solvente, comprometendo também as pinturas de baixa qualidade como por exemplo às tintas em spray. O óleo diesel também é prejudicial para plásticos e borrachas, sendo que esse efeito negativo é percebido em longo prazo. Sempre que for utilizado o óleo diesel na lavagem deve-se enxaguar e enxugar bem a motocicleta. Dessa forma também não se devem pulverizar óleo diesel no motor e outras partes da motocicleta após a lavagem a fim de deixar esses locais brilhantes e com aspecto úmido. Obs. O biodiesel é totalmente diferente, ele é mais seguro, uma vez que não contem enxofre em sua formula. A dificuldade para sua aquisição é descobrir quando e em qual posto de combustível ele esta sendo vendido.
2.3 - Xampu Automotivo
Todos sabões em geral são produtos que tem como base de sua estrutura química os ácidos graxos, em geral todos os sabões são alcalinos, mas mesmo assim o xampu automotivo em geral tem Ph mais baixo que a maioria dos sabões. O Xampu automotivo é um produto muito utilizado na lavagem de motocicletas. Este produto é viscoso e tem a coloração variada, a mais comum é a amarela. Fabricado por pequenos e grandes fabricantes tem os mais diversos nomes comerciais. Normalmente ele é encontrado em supermercados em embalagens pequenas. Ele pode ser encontrado também em lojas especializadas em revenda de material de limpeza, em especial aquelas que distribuem para lava rápido, em embalagens profissionais que em geral é de cinco litros. Também são encontrados diretamente nos fabricantes e distribuidores que podem ser pesquisados através da Internet. Sua ação apresenta bons resultados, com bastante segurança em peças pintada protegidas com verniz, como tanque, lateral e pára-lamas, com sujeira média, geralmente do resultado de acumulo recente de pó e barro. Para essa atividade ele é muito seguro. Normalmente ele é aplicado diluído em água com esponja de espuma. Apesar de ser sabão de uso profissional sua alcalinidade é baixa, ou seja não tem o ph muito elevado. Assim ele não provoca manchas na pintura.
2.4 - Sabão Liquido:
Os sabões em geral são produtos que tem como base de sua estrutura química os ácidos graxos, em geral todo sabão é alcalino, o sabão liquido em questão tem um Ph maior que o Xampu automotivo, mas seu Ph é menor que o sabão em pó domestico. Estamos falando de um produto utilizado em certas regiões do Brasil, esse produto tem a coloração azul, é viscoso, é conhecido popularmente como omo liquido ou omex. Ele não é fabricado por grandes fabricantes e também não tem nome comercial especifico. Normalmente ele é vendido a granel, ou garrafas pets de dois litros, por pessoas que comercializam produtos de limpeza em peruas e caminhonetas nos bairros diretamente ao consumidor. Existe também uma versão de sabão de coco liquido, que é a mesma coisa só muda o aromatizante e o corante. Eles podem ser encontrados também em lojas especializadas em revenda de material de limpeza, podendo ser encontrados diretamente nos fabricantes e distribuidores que podem ser pesquisados através da Internet. Ele é utilizado puro na lavagem de peças de motocicletas por mecânicos e profissionais da área. Sua ação apresenta bons resultados nas peças e locais com sujeira muito impregnada e antiga resultado do acumulo sucessivo de pó e óleo e graxa. Para essa atividade ele é seguro. Ao contrario do querosene e óleo diesel ele não age como solvente de tintas, e normalmente ele é aplicado puro nesses locais. Mas por ser um sabão de uso profissional ele é alcalino, ou seja tem o ph elevado, dessa forma ele pode provocar manchas, em especial em pinturas sem verniz e alumínios também sem verniz, como encontrados nas laterais do motor, quadro e suspensões dianteira e traseira. Uma forma de tentar reduzir o risco quando se utiliza ele puro, é lavar rapidamente as peças e enxaguar com bastante água o local. Importante: Da mistura do sabão em pó para lavagens de roupas com água, não se obtém o sabão liquido. O sabão em pó para lavagens de roupas é muito mais forte que o sabão liquido e não se dilui completamente na água, manchando com muita facilidade as peças da motocicleta.
2.5 - Tabela pratica dos Produtos Puros
Grupo--- Produto--------------Ph -------Ação sobre ---------Ação sobre---------Nível de
-------------------------------------------Terra e Barro------Óleos e Graxas----Segurança
--A------ Querosene---------Neutro-------- Baixa----------------Boa-------------- Bom
--A------ Oleo Diesel---------Neutro--------Baixa----------------Boa---------------Ruim
--B-------Xampu Autom.-----Médio--------Boa----------------Baixa------------- Ótimo
--B-------Sabão Liquido-------Alto-------- Ótima--------------Média-------------Médio
3 - Produtos não recomendados:
3.1 - Produtos de uso profissional não recomendados:
Existem no mercado automotivo, diversos produtos de uso profissionais específicos para limpeza pesada, muitos deles utilizados na lavagem profissional de automóveis. Como nossa proposta é uma lavagem artesanal e segura, esses produtos não são recomendados. A variedade é grande, vou citar os dois mais comuns que são, o ativado (limpa baú ou limpa alumínio) esse produto detona principalmente as partes de liga leve dos blocos de motores e também a peças de alumínio como a balança traseira de alumínio de muitos modelos de motocicletas. O outro produto é um desengraxante industrial utilizado para chassis de caminhão, conhecido também como solupan, nome de uma marca que se popularizou como nome genérico do produto, sua alcalinidade é elevadíssima, provocando manchas em muitos locais da motocicleta, mesmo nas pinturas mais resistentes e protegidas com verniz.
3.2 - Outros produtos diversos não recomendados:
Também não é recomendado o sabão em pó doméstico utilizado para lavagem de roupas, em geral eles são muito alcalinos, não se diluem facilmente com a água se tornando assim mais perigosos, que por sua vez também provocam manchas em muitos locais da motocicleta. Também não é recomendada à utilização de gasolina para qualquer tipo de limpeza, em especial não deve ser utilizada nas correntes das motocicletas.
4 - A mistura dos Produtos:
4.1 - Como Surgiu:
Após três anos lavando motocicletas artesanalmente, fiz a primeira experiência com essa mistura, que resultou em uma boa alternativa para melhorar a lavagem e oferecer menos riscos para a segurança das peças das motocicletas. Na realidade a primeira iniciativa foi adicionar querosene no sabão liquido para reduzir sua alcalinidade. Quando percebi que o resultado era bom e o enxágüe era perfeito, resolvi então acrescentar o sabão no querosene para lavar as partes sujas com graxa.
4.2 - Como funciona:
Quando se mistura um sabão com um derivado de petróleo, acelera-se o processo da reação química do sabão reduzindo drasticamente sua alcalinidade. Por outro lado o sabão reduz a oleosidade existente nos derivados de petróleo.
4.3 - O porque da Mistura:
O objetivo da mistura é exatamente aumentar a segurança sobre os materiais na lavagem, quando se faz à mistura existe uma redução drástica da alcalinidade do sabão, e também dos efeitos maléficos que existem no querosene, no óleo diesel e demais derivados de petróleo.
4.4 - Como fazer:
Em uma pequena vasilha plástica de aproximadamente 250 a 300 ml, misture o sabão liquido com o querosene nas seguintes proporções:
Para os locais com mais terra e barro: 30% de Querosene com 70% de Sabão Liquido.
Para os locais com mais graxa e óleo: 70% de Querosene com 30% de Sabão Liquido.
A seguir mexa bem a mistura até que ela fique homogenia.
Obs.: O querosene e o sabão liquido são os produtos que apresentam o melhor resultado na busca do equilíbrio entre eficiência e segurança.
4.5 - Outras Opções:
Pode-se também fazer a mistura utilizando-se um produto do Grupo A (Querosene ou Óleo Diesel) com outro produto do Grupo B (Xampu Automotivo ou Sabão Liquido)
4.6 - Tabela pratica das Misturas:
-Grupo---Mistura----------------------------Ph-----Ação sobre------Ação sobre------Nível de
------------------------------------------------------Terra e Barro--Oleos e Graxas-Segurança
--A+B---70% Queros.+30% Xampu Aut.---Neutro------Baixa-----------Boa------------Ótimo
--A+B---70% Queros.+30% Sabão Liq.-----Neutro------Baixa----------Ótima-----------Bom
--A+B---70% Óleo Die.+30% Xampu Aut.--Neutro------Baixa-----------Boa------------Médio
--A+B---70% Óleo Die.+30% Sabão Liq.----Neutro------Baixa----------Ótima----------Médio
--A+B---70% Xampu Aut.+30% Queros.----Baixo------Boa-----------Baixa-----------Ótimo
--A+B---70% Sabão Liq.+30% Queros.------Baixo-----Ótima---------Baixa------------Bom
--A+B---70% Xampu Aut.+30% Óleo Die.---Baixo------Boa-----------Baixa-----------Médio
--A+B---70% Sabão Liq.+30% Óleo Die.-----Baixo------Boa-----------Baixa-----------Médio
4.7 – Escolha das concentrações das misturas:
As concentrações das misturas sugeridas acima são apenas exemplos práticos para utilização imediata. Não existe uma formula precisa da concentração dos produtos. Com a utilização freqüente das misturas, cada motociclista, de acordo com sua necessidade vai encontrar a formula ideal para cada local especifico de sua motocicleta. Exemplos: Para motocicletas novas a melhor opção de mistura será aquela que valorize mais a Segurança. Já para motocicletas utilizadas na pratica de off-road a mistura mais indicada será a que tenha melhor ação sobre terra e barro.
4.8 - Não fazer grande quantidade da mistura:
Não se deve fazer uma grande quantidade da mistura por dois motivos básicos: O primeiro é que como os dois produtos se anulam, a mistura perde o efeito muito rápido, eu acredito que depois de cerca de uma hora ela não serve mais para a utilização. Outro motivo é que fazendo aos poucos é possível ir testando e descobrindo a concentração ideal para cada local. O ideal é utilizar uma caneca plástica pequena com capacidade entre 250 a 300 ml.
4.9 - As vantagens da Mistura:
I – Segurança: A grande vantagem da utilização da mistura sem duvida alguma é o ganho na segurança para todos componentes da motocicleta.
II – Praticidade: Quando se utiliza à mistura não há necessidade de fazer o serviço correndo e enxaguar rápido como acontece com produtos puros que podem secar e manchar a motocicleta. Por causa do óleo dos derivados de petróleo a mistura não seca, e quando é feito o enxágüe ela é completamente eliminada sem muito esforço.
III – Resultado: Um dos fatores mais interessantes desse processo é que o serviço apresenta um resultado "limpo", ou seja após aplicar e fazer o enxágüe, todo produto e resíduos de sujeira são totalmente eliminados, não sobrando os desagradáveis resíduos de óleo e graxa de quando se usa o querosene ou óleo diesel puro ocorre.
IV – Comodidade: O serviço de lavar a motocicleta pode ser feito em qualquer lugar da casa, mesmo em garagens com piso cerâmico branco ou claro, pois o local onde a motocicleta é lavada com a utilização da mistura também fica limpo sem resíduo de gordura ou graxa.
V – Ecologia: A natureza também agradece, pois logo após serem misturados os produtos começam a reagir entre si, e um vai destruindo o outro e depois de um certo tempo a mistura se torna neutra, e assim não ficamos com a consciência pesada de descartar querosene ou óleo diesel puro na natureza.
VI – Saúde: Quando comecei a lavar motocicletas e utilizava os produtos separados, periodicamente minhas mãos ressecavam e “descascavam”, a partir da utilização da mistura isso nunca mais aconteceu.
5 – Realizando a Lavagem:
5.1 - Orientação Inicial:
Com a finalidade de complementar e ilustrar os pontos acima, neste capitulo vou tratar especificamente de uma das etapas da lavagem da motocicleta, ou seja, a etapa que compreende especificamente da utilização dos produtos citados acima. As demais orientações sobre a lavagem completa da motocicleta compreendendo acabamento e tratamento dos materiais, serão tratado em outras matérias especificas.
5.2 - Materiais Necessários:
Mangueira, pinceis de tamanhos e formatos variados, escovas de dente usadas, escovas variadas, caneca pequena, balde, esponja de espuma, panos secos e limpos, banquinho de 25 a 35 cmts de altura.
5.3 - Molhando a Motocicleta:
Pegue uma mangueira que tenha aqueles bicos que fazem o jato ficar na função de regar jardim e molhe toda a motocicleta, procurando eliminar o maior volume possível de sujeira, em especial os acúmulos de pó e terra.
5.4 - Áreas com muita terra e barro:
Faça uma mistura de produtos com concentração especifica para locais com terra e barro, pegue a vasilha os pinceis as escovas, e sentado no banquinho vá pincelando e esfregando todos os locais da motocicleta que tiverem acumulo terra e barro. Deixe de fora os kits pintados (para lamas, tanque e laterais). O objetivo dessa etapa é alcançar os locais cheios de detalhes e acessos mais difíceis. A mistura não é um solvente mágico que atua sozinho por simples contato, é necessário somar a ela uma ação mecânica, ou seja utilizar com vontade os pincéis e escovas. Vá mudando gradativamente sua posição de forma a alterar o ângulo de visão e o acesso às peças para poder obter assim o melhor resultado possível.
5.5 - Áreas com muita graxa e óleo:
Faça uma mistura de produtos com concentração especifica para locais com graxa e óleo, pegue a vasilha os pinceis as escovas e sentado no banquinho vá pincelando e esfregando todos os locais da motocicleta que tiverem acumulo de graxa e óleo. O local mais trabalhoso nessa etapa é o conjunto de transmissão secundário, ou seja pinhão coroa e corrente. Novamente deixe de fora os kits pintados (para lamas, tanque e laterais). O objetivo dessa etapa é alcançar todos os locais cheios de detalhes e de acessos mais difíceis. A mistura não é um solvente mágico que atua sozinho por simples contato, é necessário somar a ela uma ação mecânica, ou seja utilizar com vontade os pincéis e escovas. Vá mudando gradativamente sua posição de forma a alterar o ângulo de visão e o acesso às peças para poder obter assim o melhor resultado possível.
5.6 - Primeiro Enxágüe:
Novamente com a mangueira que tem aqueles bicos que fazem o jato ficar na função de regar jardim, enxágüe toda a motocicleta, procurando eliminar totalmente os resíduos de sujeira e dos produtos utilizados. Aproveite e molhe novamente a motocicleta toda, em especial o kit de peças pintadas como tanque, pára-lamas e laterais.
5.7 - A lavagem geral com Xampu:
Encha com água, um balde pequeno bem limpo e acrescente o xampu automotivo na quantidade recomendada pelo fabricante. Com uma esponja de espuma macia e limpa inicie a lavagem pela seguinte ordem: tanque de gasolina, tampas laterais e para lamas, a seguir passe a esponja em todos os demais locais da motocicleta, iniciando pelas partes mais altas e por ultimo as partes mais baixas. Nesta etapa deve-se lavar novamente toda a motocicleta, mesmo aqueles locais que já foi aplicado o pincel ou escova, lembrando que na etapa do pincel foi tirado a sujeira grossa, agora com a esponja será melhorado o nível de acabamento.
5.8 - Ultimo Enxágüe:
Novamente com a mangueira que tem aqueles bicos que fazem o jato ficar na função de regar jardim, enxágüe toda a motocicleta, procurando eliminar completamente todo os resíduos de sujeira e de produtos utilizados.
5.9 - Secando a Motocicleta:
O ideal para realizar essa atividade é contar com um compressor pequeno que gere uma pressão não muito elevada. Mas, como estamos falando de lavagem artesanal esse item também é opcional. Para enxugar bem a motocicleta devem-se utilizar panos secos, limpos, que absorvam bem a água e não soltem resíduos de tecido. Um pincel seco também ajuda a remover a água de locais mais difíceis que o pano não tem acesso. Quando a motocicleta esta molhada não conseguimos visualizar perfeitamente todos detalhes de sujeira, somente quando ela começa a secar é que as falhas da lavagem começam a aparecer. O importante nesta etapa é não deixar a motocicleta secar sozinha. Essa etapa deve ser vista como um complemento da lavagem e uma preparação para o acabamento, ou seja procure remover todos os pequenos detalhes que passaram despercebidos na etapa da lavagem. Esta etapa é muito importante é nela que vamos realizar o ajuste fino da lavagem, portanto não tenha pressa em concluí-la. Após ter concluído completamente essa etapa a motocicleta pode ser deixada um pouco no sol antes de iniciar à parte de acabamento.
6 – Considerações Finais:
6.1 - Questões Técnicas:
Sempre que relato este assunto, surgem diversos questionamentos, muitos querem saber como funciona tecnicamente a reação química da mistura. Apesar de não ser um grande conhecedor de química, estarei sempre à disposição de todos para tentar esclarecer qualquer duvida remanescente.
6.2 - Lavagem de Outros Itens:
A mistura fica segura para lavar qualquer coisa. Tenho amigos que experimentaram a mistura na lavagem de motor de automóveis, ficaram muito satisfeitos com o resultado porque notaram que a mistura conserva as peças, que não ficam enferrujadas como quando a lavagem é feita no lava rápido com o uso do famoso e temido solupan. Existem, por exemplo, certas pinturas que se diluem ao contato com o querosene puro, já com a mistura elas resistem mais.
6.3 - Conclusão:
Pode se dizer com bastante propriedade que é possível utilizar as misturas com muito mais segurança do que quando se utiliza qualquer um dos produtos separados.
6.4 - Experimente a mistura:
Antes de qualquer comentário, é necessário experimentar a mistura, só depois disso será possível entender na pratica como realmente ela funciona, e assim perceber por si mesmo quais são suas vantagens.
Tomás André dos Santos - tasmotos
1.1 - Diversas soluções:
Existem muitas maneiras se lavar motocicletas utilizando-se a mais variadas opções de produtos. A sugestão apresentada nesta matéria é apenas uma delas, e não tem a pretensão de ser a palavra final sobre o assunto.
1.2 - Fundamento:
Esta solução de lavagem surgiu do resultado pela busca de uma proposta para lavagem artesanal para motocicletas, que fosse acima de tudo simples, barata, segura para as peças e componentes da motocicleta, e que apresentasse o menor impacto possível para o meio ambiente.
1.3 - A quem se destina:
Este trabalho se destina especificamente para motociclistas que preferem cuidar pessoalmente de sua motocicleta e acima de tudo que “curtem” lavar sua motocicleta e que gostam de discutir e debater esse tipo de assunto com outros amigos motociclistas.
1.4 - Eficiência e Segurança:
Um dos fatores que se busca na lavagem artesanal é o ponto de equilíbrio entre eficiência e segurança oferecida pelos produtos utilizados. De nada adianta um produto ser excelente para remover qualquer tipo de sujeira se ele prejudicar componentes e peças da motocicleta.
1.5 - Marcas de Produtos:
A finalidade desta matéria é passar orientações praticas e fundamentos, não é interesse citar marcas de produtos. Com o objetivo de evitar problemas comerciais e mercadológicos, marcas não serão citadas, nem haverá discussão e comparação entre as marcas comerciais existentes no mercado. Cabe a cada motociclista pesquisar e adquirir produtos da marca que for de sua conveniência.
1.6 - Forma de apresentação do texto:
Por se tratar de uma matéria técnica com objetivos práticos que visa atender motociclistas com os mais variados níveis de conhecimento e expectativas, a riqueza de detalhes é vital para a explanação e compreensão geral do assunto, se tornando impossível resumi-lo. Para tentar contornar esse problema procurei colocar o maior numero de parágrafos com itens e sub itens, visando facilitar assim a busca do assunto especifico de interesse de cada leitor.
2 - Os produtos Utilizados
2.1 - Querosene:
O querosene é um composto formado por uma mistura de hidrocarbonetos alifáticos, naftalênicos, aromáticos. Por ser um hidrocarboneto (derivados de petróleo) o querosene apresenta uma oleosidade relativa natural. Ele é muito utilizado na lavagem de motocicletas, em especial nas peças e locais com muito óleo e graxa, como o motor, a transmissão secundaria por corrente, e outros. O Querosene apresenta um leve teor de gordura. Ele é bem seguro pois pode ser aplicado puro em quase todas peças da motocicleta. Lembrando que para tintas não protegidas por verniz ele funciona como um solvente, comprometendo também as pinturas de baixa qualidade como por exemplo às tintas em spray. O querosene é prejudicial para plásticos e borrachas, sendo que esses efeitos nocivos só serão percebidos em longo prazo. Sempre que for utilizado o querosene puro na lavagem deve-se enxaguar e enxugar bem a motocicleta. Dessa forma, também não se deve pulverizar querosene puro no motor e outras partes da motocicleta após a lavagem a fim de deixar esses locais brilhantes e com aspecto úmido.
2.2 - Óleo Diesel:
É outro produto derivado de petróleo também utilizado em motocicletas, em especial na lavagem das peças e locais com muito óleo e graxa, como o motor, a transmissão secundaria por corrente e outros. Ele é bem mais oleoso que o querosene, e seu maior agravante na questão da segurança é que existe enxofre em sua composição, que é altamente prejudicial para diversas peças da motocicleta. Dessa forma ele não é tão seguro como o querosene, não devendo ser aplicado puro na maioria das peças da motocicleta. Em especial não se deve utilizar o óleo diesel puro nas pastilhas e sapatas de freio pois sua oleosidade excessiva vai tornar as lonas e pastilhas permanentemente úmidas iniciando um processo que alguns mecânicos chamam de envidraçamento das lonas e pastilhas, nesse caso elas ficam brilhantes e lisas e perdem totalmente sua capacidade de frenagem. Muitas vezes esse problema não tem retorno, sendo necessário substituir essas peças. O óleo diesel em contato com algumas áreas pintadas não protegidas com verniz funciona como um solvente, comprometendo também as pinturas de baixa qualidade como por exemplo às tintas em spray. O óleo diesel também é prejudicial para plásticos e borrachas, sendo que esse efeito negativo é percebido em longo prazo. Sempre que for utilizado o óleo diesel na lavagem deve-se enxaguar e enxugar bem a motocicleta. Dessa forma também não se devem pulverizar óleo diesel no motor e outras partes da motocicleta após a lavagem a fim de deixar esses locais brilhantes e com aspecto úmido. Obs. O biodiesel é totalmente diferente, ele é mais seguro, uma vez que não contem enxofre em sua formula. A dificuldade para sua aquisição é descobrir quando e em qual posto de combustível ele esta sendo vendido.
2.3 - Xampu Automotivo
Todos sabões em geral são produtos que tem como base de sua estrutura química os ácidos graxos, em geral todos os sabões são alcalinos, mas mesmo assim o xampu automotivo em geral tem Ph mais baixo que a maioria dos sabões. O Xampu automotivo é um produto muito utilizado na lavagem de motocicletas. Este produto é viscoso e tem a coloração variada, a mais comum é a amarela. Fabricado por pequenos e grandes fabricantes tem os mais diversos nomes comerciais. Normalmente ele é encontrado em supermercados em embalagens pequenas. Ele pode ser encontrado também em lojas especializadas em revenda de material de limpeza, em especial aquelas que distribuem para lava rápido, em embalagens profissionais que em geral é de cinco litros. Também são encontrados diretamente nos fabricantes e distribuidores que podem ser pesquisados através da Internet. Sua ação apresenta bons resultados, com bastante segurança em peças pintada protegidas com verniz, como tanque, lateral e pára-lamas, com sujeira média, geralmente do resultado de acumulo recente de pó e barro. Para essa atividade ele é muito seguro. Normalmente ele é aplicado diluído em água com esponja de espuma. Apesar de ser sabão de uso profissional sua alcalinidade é baixa, ou seja não tem o ph muito elevado. Assim ele não provoca manchas na pintura.
2.4 - Sabão Liquido:
Os sabões em geral são produtos que tem como base de sua estrutura química os ácidos graxos, em geral todo sabão é alcalino, o sabão liquido em questão tem um Ph maior que o Xampu automotivo, mas seu Ph é menor que o sabão em pó domestico. Estamos falando de um produto utilizado em certas regiões do Brasil, esse produto tem a coloração azul, é viscoso, é conhecido popularmente como omo liquido ou omex. Ele não é fabricado por grandes fabricantes e também não tem nome comercial especifico. Normalmente ele é vendido a granel, ou garrafas pets de dois litros, por pessoas que comercializam produtos de limpeza em peruas e caminhonetas nos bairros diretamente ao consumidor. Existe também uma versão de sabão de coco liquido, que é a mesma coisa só muda o aromatizante e o corante. Eles podem ser encontrados também em lojas especializadas em revenda de material de limpeza, podendo ser encontrados diretamente nos fabricantes e distribuidores que podem ser pesquisados através da Internet. Ele é utilizado puro na lavagem de peças de motocicletas por mecânicos e profissionais da área. Sua ação apresenta bons resultados nas peças e locais com sujeira muito impregnada e antiga resultado do acumulo sucessivo de pó e óleo e graxa. Para essa atividade ele é seguro. Ao contrario do querosene e óleo diesel ele não age como solvente de tintas, e normalmente ele é aplicado puro nesses locais. Mas por ser um sabão de uso profissional ele é alcalino, ou seja tem o ph elevado, dessa forma ele pode provocar manchas, em especial em pinturas sem verniz e alumínios também sem verniz, como encontrados nas laterais do motor, quadro e suspensões dianteira e traseira. Uma forma de tentar reduzir o risco quando se utiliza ele puro, é lavar rapidamente as peças e enxaguar com bastante água o local. Importante: Da mistura do sabão em pó para lavagens de roupas com água, não se obtém o sabão liquido. O sabão em pó para lavagens de roupas é muito mais forte que o sabão liquido e não se dilui completamente na água, manchando com muita facilidade as peças da motocicleta.
2.5 - Tabela pratica dos Produtos Puros
Grupo--- Produto--------------Ph -------Ação sobre ---------Ação sobre---------Nível de
-------------------------------------------Terra e Barro------Óleos e Graxas----Segurança
--A------ Querosene---------Neutro-------- Baixa----------------Boa-------------- Bom
--A------ Oleo Diesel---------Neutro--------Baixa----------------Boa---------------Ruim
--B-------Xampu Autom.-----Médio--------Boa----------------Baixa------------- Ótimo
--B-------Sabão Liquido-------Alto-------- Ótima--------------Média-------------Médio
3 - Produtos não recomendados:
3.1 - Produtos de uso profissional não recomendados:
Existem no mercado automotivo, diversos produtos de uso profissionais específicos para limpeza pesada, muitos deles utilizados na lavagem profissional de automóveis. Como nossa proposta é uma lavagem artesanal e segura, esses produtos não são recomendados. A variedade é grande, vou citar os dois mais comuns que são, o ativado (limpa baú ou limpa alumínio) esse produto detona principalmente as partes de liga leve dos blocos de motores e também a peças de alumínio como a balança traseira de alumínio de muitos modelos de motocicletas. O outro produto é um desengraxante industrial utilizado para chassis de caminhão, conhecido também como solupan, nome de uma marca que se popularizou como nome genérico do produto, sua alcalinidade é elevadíssima, provocando manchas em muitos locais da motocicleta, mesmo nas pinturas mais resistentes e protegidas com verniz.
3.2 - Outros produtos diversos não recomendados:
Também não é recomendado o sabão em pó doméstico utilizado para lavagem de roupas, em geral eles são muito alcalinos, não se diluem facilmente com a água se tornando assim mais perigosos, que por sua vez também provocam manchas em muitos locais da motocicleta. Também não é recomendada à utilização de gasolina para qualquer tipo de limpeza, em especial não deve ser utilizada nas correntes das motocicletas.
4 - A mistura dos Produtos:
4.1 - Como Surgiu:
Após três anos lavando motocicletas artesanalmente, fiz a primeira experiência com essa mistura, que resultou em uma boa alternativa para melhorar a lavagem e oferecer menos riscos para a segurança das peças das motocicletas. Na realidade a primeira iniciativa foi adicionar querosene no sabão liquido para reduzir sua alcalinidade. Quando percebi que o resultado era bom e o enxágüe era perfeito, resolvi então acrescentar o sabão no querosene para lavar as partes sujas com graxa.
4.2 - Como funciona:
Quando se mistura um sabão com um derivado de petróleo, acelera-se o processo da reação química do sabão reduzindo drasticamente sua alcalinidade. Por outro lado o sabão reduz a oleosidade existente nos derivados de petróleo.
4.3 - O porque da Mistura:
O objetivo da mistura é exatamente aumentar a segurança sobre os materiais na lavagem, quando se faz à mistura existe uma redução drástica da alcalinidade do sabão, e também dos efeitos maléficos que existem no querosene, no óleo diesel e demais derivados de petróleo.
4.4 - Como fazer:
Em uma pequena vasilha plástica de aproximadamente 250 a 300 ml, misture o sabão liquido com o querosene nas seguintes proporções:
Para os locais com mais terra e barro: 30% de Querosene com 70% de Sabão Liquido.
Para os locais com mais graxa e óleo: 70% de Querosene com 30% de Sabão Liquido.
A seguir mexa bem a mistura até que ela fique homogenia.
Obs.: O querosene e o sabão liquido são os produtos que apresentam o melhor resultado na busca do equilíbrio entre eficiência e segurança.
4.5 - Outras Opções:
Pode-se também fazer a mistura utilizando-se um produto do Grupo A (Querosene ou Óleo Diesel) com outro produto do Grupo B (Xampu Automotivo ou Sabão Liquido)
4.6 - Tabela pratica das Misturas:
-Grupo---Mistura----------------------------Ph-----Ação sobre------Ação sobre------Nível de
------------------------------------------------------Terra e Barro--Oleos e Graxas-Segurança
--A+B---70% Queros.+30% Xampu Aut.---Neutro------Baixa-----------Boa------------Ótimo
--A+B---70% Queros.+30% Sabão Liq.-----Neutro------Baixa----------Ótima-----------Bom
--A+B---70% Óleo Die.+30% Xampu Aut.--Neutro------Baixa-----------Boa------------Médio
--A+B---70% Óleo Die.+30% Sabão Liq.----Neutro------Baixa----------Ótima----------Médio
--A+B---70% Xampu Aut.+30% Queros.----Baixo------Boa-----------Baixa-----------Ótimo
--A+B---70% Sabão Liq.+30% Queros.------Baixo-----Ótima---------Baixa------------Bom
--A+B---70% Xampu Aut.+30% Óleo Die.---Baixo------Boa-----------Baixa-----------Médio
--A+B---70% Sabão Liq.+30% Óleo Die.-----Baixo------Boa-----------Baixa-----------Médio
4.7 – Escolha das concentrações das misturas:
As concentrações das misturas sugeridas acima são apenas exemplos práticos para utilização imediata. Não existe uma formula precisa da concentração dos produtos. Com a utilização freqüente das misturas, cada motociclista, de acordo com sua necessidade vai encontrar a formula ideal para cada local especifico de sua motocicleta. Exemplos: Para motocicletas novas a melhor opção de mistura será aquela que valorize mais a Segurança. Já para motocicletas utilizadas na pratica de off-road a mistura mais indicada será a que tenha melhor ação sobre terra e barro.
4.8 - Não fazer grande quantidade da mistura:
Não se deve fazer uma grande quantidade da mistura por dois motivos básicos: O primeiro é que como os dois produtos se anulam, a mistura perde o efeito muito rápido, eu acredito que depois de cerca de uma hora ela não serve mais para a utilização. Outro motivo é que fazendo aos poucos é possível ir testando e descobrindo a concentração ideal para cada local. O ideal é utilizar uma caneca plástica pequena com capacidade entre 250 a 300 ml.
4.9 - As vantagens da Mistura:
I – Segurança: A grande vantagem da utilização da mistura sem duvida alguma é o ganho na segurança para todos componentes da motocicleta.
II – Praticidade: Quando se utiliza à mistura não há necessidade de fazer o serviço correndo e enxaguar rápido como acontece com produtos puros que podem secar e manchar a motocicleta. Por causa do óleo dos derivados de petróleo a mistura não seca, e quando é feito o enxágüe ela é completamente eliminada sem muito esforço.
III – Resultado: Um dos fatores mais interessantes desse processo é que o serviço apresenta um resultado "limpo", ou seja após aplicar e fazer o enxágüe, todo produto e resíduos de sujeira são totalmente eliminados, não sobrando os desagradáveis resíduos de óleo e graxa de quando se usa o querosene ou óleo diesel puro ocorre.
IV – Comodidade: O serviço de lavar a motocicleta pode ser feito em qualquer lugar da casa, mesmo em garagens com piso cerâmico branco ou claro, pois o local onde a motocicleta é lavada com a utilização da mistura também fica limpo sem resíduo de gordura ou graxa.
V – Ecologia: A natureza também agradece, pois logo após serem misturados os produtos começam a reagir entre si, e um vai destruindo o outro e depois de um certo tempo a mistura se torna neutra, e assim não ficamos com a consciência pesada de descartar querosene ou óleo diesel puro na natureza.
VI – Saúde: Quando comecei a lavar motocicletas e utilizava os produtos separados, periodicamente minhas mãos ressecavam e “descascavam”, a partir da utilização da mistura isso nunca mais aconteceu.
5 – Realizando a Lavagem:
5.1 - Orientação Inicial:
Com a finalidade de complementar e ilustrar os pontos acima, neste capitulo vou tratar especificamente de uma das etapas da lavagem da motocicleta, ou seja, a etapa que compreende especificamente da utilização dos produtos citados acima. As demais orientações sobre a lavagem completa da motocicleta compreendendo acabamento e tratamento dos materiais, serão tratado em outras matérias especificas.
5.2 - Materiais Necessários:
Mangueira, pinceis de tamanhos e formatos variados, escovas de dente usadas, escovas variadas, caneca pequena, balde, esponja de espuma, panos secos e limpos, banquinho de 25 a 35 cmts de altura.
5.3 - Molhando a Motocicleta:
Pegue uma mangueira que tenha aqueles bicos que fazem o jato ficar na função de regar jardim e molhe toda a motocicleta, procurando eliminar o maior volume possível de sujeira, em especial os acúmulos de pó e terra.
5.4 - Áreas com muita terra e barro:
Faça uma mistura de produtos com concentração especifica para locais com terra e barro, pegue a vasilha os pinceis as escovas, e sentado no banquinho vá pincelando e esfregando todos os locais da motocicleta que tiverem acumulo terra e barro. Deixe de fora os kits pintados (para lamas, tanque e laterais). O objetivo dessa etapa é alcançar os locais cheios de detalhes e acessos mais difíceis. A mistura não é um solvente mágico que atua sozinho por simples contato, é necessário somar a ela uma ação mecânica, ou seja utilizar com vontade os pincéis e escovas. Vá mudando gradativamente sua posição de forma a alterar o ângulo de visão e o acesso às peças para poder obter assim o melhor resultado possível.
5.5 - Áreas com muita graxa e óleo:
Faça uma mistura de produtos com concentração especifica para locais com graxa e óleo, pegue a vasilha os pinceis as escovas e sentado no banquinho vá pincelando e esfregando todos os locais da motocicleta que tiverem acumulo de graxa e óleo. O local mais trabalhoso nessa etapa é o conjunto de transmissão secundário, ou seja pinhão coroa e corrente. Novamente deixe de fora os kits pintados (para lamas, tanque e laterais). O objetivo dessa etapa é alcançar todos os locais cheios de detalhes e de acessos mais difíceis. A mistura não é um solvente mágico que atua sozinho por simples contato, é necessário somar a ela uma ação mecânica, ou seja utilizar com vontade os pincéis e escovas. Vá mudando gradativamente sua posição de forma a alterar o ângulo de visão e o acesso às peças para poder obter assim o melhor resultado possível.
5.6 - Primeiro Enxágüe:
Novamente com a mangueira que tem aqueles bicos que fazem o jato ficar na função de regar jardim, enxágüe toda a motocicleta, procurando eliminar totalmente os resíduos de sujeira e dos produtos utilizados. Aproveite e molhe novamente a motocicleta toda, em especial o kit de peças pintadas como tanque, pára-lamas e laterais.
5.7 - A lavagem geral com Xampu:
Encha com água, um balde pequeno bem limpo e acrescente o xampu automotivo na quantidade recomendada pelo fabricante. Com uma esponja de espuma macia e limpa inicie a lavagem pela seguinte ordem: tanque de gasolina, tampas laterais e para lamas, a seguir passe a esponja em todos os demais locais da motocicleta, iniciando pelas partes mais altas e por ultimo as partes mais baixas. Nesta etapa deve-se lavar novamente toda a motocicleta, mesmo aqueles locais que já foi aplicado o pincel ou escova, lembrando que na etapa do pincel foi tirado a sujeira grossa, agora com a esponja será melhorado o nível de acabamento.
5.8 - Ultimo Enxágüe:
Novamente com a mangueira que tem aqueles bicos que fazem o jato ficar na função de regar jardim, enxágüe toda a motocicleta, procurando eliminar completamente todo os resíduos de sujeira e de produtos utilizados.
5.9 - Secando a Motocicleta:
O ideal para realizar essa atividade é contar com um compressor pequeno que gere uma pressão não muito elevada. Mas, como estamos falando de lavagem artesanal esse item também é opcional. Para enxugar bem a motocicleta devem-se utilizar panos secos, limpos, que absorvam bem a água e não soltem resíduos de tecido. Um pincel seco também ajuda a remover a água de locais mais difíceis que o pano não tem acesso. Quando a motocicleta esta molhada não conseguimos visualizar perfeitamente todos detalhes de sujeira, somente quando ela começa a secar é que as falhas da lavagem começam a aparecer. O importante nesta etapa é não deixar a motocicleta secar sozinha. Essa etapa deve ser vista como um complemento da lavagem e uma preparação para o acabamento, ou seja procure remover todos os pequenos detalhes que passaram despercebidos na etapa da lavagem. Esta etapa é muito importante é nela que vamos realizar o ajuste fino da lavagem, portanto não tenha pressa em concluí-la. Após ter concluído completamente essa etapa a motocicleta pode ser deixada um pouco no sol antes de iniciar à parte de acabamento.
6 – Considerações Finais:
6.1 - Questões Técnicas:
Sempre que relato este assunto, surgem diversos questionamentos, muitos querem saber como funciona tecnicamente a reação química da mistura. Apesar de não ser um grande conhecedor de química, estarei sempre à disposição de todos para tentar esclarecer qualquer duvida remanescente.
6.2 - Lavagem de Outros Itens:
A mistura fica segura para lavar qualquer coisa. Tenho amigos que experimentaram a mistura na lavagem de motor de automóveis, ficaram muito satisfeitos com o resultado porque notaram que a mistura conserva as peças, que não ficam enferrujadas como quando a lavagem é feita no lava rápido com o uso do famoso e temido solupan. Existem, por exemplo, certas pinturas que se diluem ao contato com o querosene puro, já com a mistura elas resistem mais.
6.3 - Conclusão:
Pode se dizer com bastante propriedade que é possível utilizar as misturas com muito mais segurança do que quando se utiliza qualquer um dos produtos separados.
6.4 - Experimente a mistura:
Antes de qualquer comentário, é necessário experimentar a mistura, só depois disso será possível entender na pratica como realmente ela funciona, e assim perceber por si mesmo quais são suas vantagens.
Tomás André dos Santos - tasmotos
quinta-feira, 21 de maio de 2009
Lavagem Artesanal e Personalizada de Motocicleta
A lavagem Artesanal e Personalizada, em geral esta mais voltada à conservação do que propriamente o embelezamento da motocicleta.
A Lavagem Artesanal esta ligada à atividade como um todo, e podemos resumir com os itens a seguir:
- Geralmente é um serviço executado sem divulgação comercial em grande escala, apenas de forma restrita para publico de segmento especifico, normalmente realizada por profissionais ligados ao motociclismo.
- Na maioria das vezes é um serviço realizado mediante agendamento prévio, com atendimento feito diretamente por quem executa o serviço.
- A atividade é sempre de pequena escala, sem quantidades elevadas.
- É comum o serviço ser executado sem utilização de equipamentos ou maquinas de lavar de alta pressão, sem utilização de produtos químicos agressivos, sem utilização de elevadores ou outros equipamentos e artifícios complicados e inseguros.
- Nesse caso o trabalho é feito objetivando-se a segurança da motocicleta e a qualidade final do serviço.
- Via de regra, para sua estabilidade financeira esse profissional busca o ponto de equilíbrio econômico-financeiro de sua atividade através da qualidade do serviço e não da quantidade de motos lavadas.
O significado da Lavagem Personalizada, esta relacionada ao serviço especifico da lavagem de cada motocicleta, pode ser entendida com o texto abaixo:
Quando lavamos nossa motocicleta é comum dar mais atenção a determinados detalhes, deixando outros de lado, fazemos isso porque aquele detalhe que recebeu nossa maior atenção, com certeza estava necessitando de mais cuidados. Imaginemos duas situações diferentes: na primeira lubrificamos excessivamente a corrente de transmissão e a roda e balança traseira ficaram sujas com o excesso de lubrificação. Na segunda situação a moto rodou em dia chuvoso em estrada de terra e esta toda suja de barro. Com certeza quando formos lavar a moto na primeira situação, iremos dar mais atenção à sujeira da lubrificação, e na segunda situação iremos nos preocupar com a sujeira de barro. Agora imaginemos a lavagem continua da motocicleta, se na ultima lavagem a atenção foi maior para um determinado detalhe com certeza na próxima será priorizado outros detalhes. Assim funciona da Lavagem Personalizada, inicialmente projeta-se uma seqüência para uma rotina padrão de serviços, e a seguir prioriza-se determinados detalhes daquela moto. O conhecimento aprofundado sobre a motocicleta a ser lavada é extremamente importante para orientar o serviço. Uma das etapas que explica bem a personalização é o cuidado com a pintura, lembrando que não é aconselhável encerar todas as vezes que se lava, uma vez que se provoca um desgaste excessivo do verniz, portanto a decisão de encerar deve ser tomada após avaliar o estado da pintura a cada lavagem. Quando a motocicleta é lavada com freqüência pode-se, alem de realizar totalmente uma rotina padrão, efetuar melhorias em locais que estão necessitando de cuidados redobrados. Cada moto é única, o comparativo deve ser feito com ela mesma em ocasiões diferentes, dessa forma somente através da lavagem freqüente pode-se realmente executar uma lavagem personalizada, estaremos comparando a lavagem atual da lavagem anterior. Cada moto tem sua própria história de conservação, e só com o passar do tempo pode-se avaliar se a mesma teve sua conservação adequadamente personalizada.
Tomas André dos Santos - tasmotos
A Lavagem Artesanal esta ligada à atividade como um todo, e podemos resumir com os itens a seguir:
- Geralmente é um serviço executado sem divulgação comercial em grande escala, apenas de forma restrita para publico de segmento especifico, normalmente realizada por profissionais ligados ao motociclismo.
- Na maioria das vezes é um serviço realizado mediante agendamento prévio, com atendimento feito diretamente por quem executa o serviço.
- A atividade é sempre de pequena escala, sem quantidades elevadas.
- É comum o serviço ser executado sem utilização de equipamentos ou maquinas de lavar de alta pressão, sem utilização de produtos químicos agressivos, sem utilização de elevadores ou outros equipamentos e artifícios complicados e inseguros.
- Nesse caso o trabalho é feito objetivando-se a segurança da motocicleta e a qualidade final do serviço.
- Via de regra, para sua estabilidade financeira esse profissional busca o ponto de equilíbrio econômico-financeiro de sua atividade através da qualidade do serviço e não da quantidade de motos lavadas.
O significado da Lavagem Personalizada, esta relacionada ao serviço especifico da lavagem de cada motocicleta, pode ser entendida com o texto abaixo:
Quando lavamos nossa motocicleta é comum dar mais atenção a determinados detalhes, deixando outros de lado, fazemos isso porque aquele detalhe que recebeu nossa maior atenção, com certeza estava necessitando de mais cuidados. Imaginemos duas situações diferentes: na primeira lubrificamos excessivamente a corrente de transmissão e a roda e balança traseira ficaram sujas com o excesso de lubrificação. Na segunda situação a moto rodou em dia chuvoso em estrada de terra e esta toda suja de barro. Com certeza quando formos lavar a moto na primeira situação, iremos dar mais atenção à sujeira da lubrificação, e na segunda situação iremos nos preocupar com a sujeira de barro. Agora imaginemos a lavagem continua da motocicleta, se na ultima lavagem a atenção foi maior para um determinado detalhe com certeza na próxima será priorizado outros detalhes. Assim funciona da Lavagem Personalizada, inicialmente projeta-se uma seqüência para uma rotina padrão de serviços, e a seguir prioriza-se determinados detalhes daquela moto. O conhecimento aprofundado sobre a motocicleta a ser lavada é extremamente importante para orientar o serviço. Uma das etapas que explica bem a personalização é o cuidado com a pintura, lembrando que não é aconselhável encerar todas as vezes que se lava, uma vez que se provoca um desgaste excessivo do verniz, portanto a decisão de encerar deve ser tomada após avaliar o estado da pintura a cada lavagem. Quando a motocicleta é lavada com freqüência pode-se, alem de realizar totalmente uma rotina padrão, efetuar melhorias em locais que estão necessitando de cuidados redobrados. Cada moto é única, o comparativo deve ser feito com ela mesma em ocasiões diferentes, dessa forma somente através da lavagem freqüente pode-se realmente executar uma lavagem personalizada, estaremos comparando a lavagem atual da lavagem anterior. Cada moto tem sua própria história de conservação, e só com o passar do tempo pode-se avaliar se a mesma teve sua conservação adequadamente personalizada.
Tomas André dos Santos - tasmotos
Mitos sobre Lavagem e Conservação de Motocicletas
Sempre existe algum motivo que justifica o nascimento de um mito.
Nem todos os mitos podem ser totalmente falsos ou totalmente verdadeiros.
O mito nada mais é que a radicalização de um conceito ou uma idéia.
Ar Comprimido
Mito: Não se deve usar ar comprimido para secar a moto.
É muito importante usar ar comprimido para secar a motocicleta, essa atividade ira remover a umidade e a sujeira de locais que não temos acesso, o mito nasceu por que muitos acreditam que o ar comprimido pode prejudicar sistemas elétricos e peças sensíveis. Para que isso não seja verdade basta executar a tarefa com muito cuidado e atenção de maneira segura.
Lava Rápido
Mito: Nunca se deve lavar a moto em Lava Rápido.
Via de regra os lava rápidos não estão preparados para lavar motocicletas, utilizam equipamentos e produtos altamente prejudiciais para a motocicleta. Os automóveis têm praticamente todas as partes externas pintadas, que são protegidas pelo verniz, que por sua vez é resistente aos produtos utilizados. Já a motocicleta tem exposto uma variedade muito grande de materiais sensíveis a jatos de alta pressão e produtos químicos.
Maquina de Alta Pressão
Mito: Não se deve usar maquina de alta pressão para lavar a moto.
Os equipamentos de lavagem com alta pressão podem realmente danificar alguns locais da motocicleta, em especial o radiador e as partes elétricas. Quando a moto esta muito suja o jato de alta pressão pode também riscar a pintura. Na corrente de transmissão também não é aconselhável utilizar porque faz a sujeira penetrar entre os elos.
Grafite
Mito: A mistura de graxa e grafite é muito boa para a lubrificação da corrente de moto.
Conforme demonstram diversas informações técnicas, a graxa não é ideal para a lubrificação de corrente de motocicletas. E por sua vez a grafite só é indicada como lubrificante se for utilizada em seu estado natural. Portanto existem dois motivos que não recomendam a utilização dessa mistura. O lubrificante adequado e amplamente recomendado pelos fabricantes é o Óleo Lubrificante Sae 90.
Lavagem da Corrente
Mito: Não se deve lavar a corrente da moto.
Deve-se lavar periodicamente a corrente a fim de retirar todo o excesso de lubrificação. É aconselhável antes de lubrificar a corrente remover toda lubrificação velha e suja. Os produtos utilizados para lubrificar a corrente favorecem o acúmulo de areia, pó e sedimentos, que irão funcionar como “abrasivos”, provocando o desgaste por atrito do conjunto. Assim, somente a lavagem pode contornar esse problema. O mito nasceu principalmente por conta dos produtos utilizados para a lavagem da corrente. Não devemos nunca utilizar desengraxantes pesados eles prejudicam diretamente o metal da corrente. Nem usar gasolina, óleo diesel ou querosene puros porque podem ressecar os anéis de borracha das correntes mais modernas.
Lavagem da Moto
Mito: O excesso de lavagem estraga a moto.
Na realidade lavagem é conservação, deve-se lavar quantas vezes quiser que não estraga, não desgasta, não prejudica em nada a motocicleta. Preferencialmente faça isso você mesmo, durante essa atividade você ira conhecer melhor sua motocicleta e ainda estará automaticamente fazendo uma inspeção mecânica geral. Esse mito surgiu por conta de poucos motociclistas que não gostam de lavar a moto terem a necessidade justificar suas atitudes.
Motor Quente
Mito: Não devemos lavar a moto com o motor quente.
Esse mito tem uma finalidade preventiva, com eles os especialistas estão querendo prevenir o choque térmico a fim de evitar “trincas” no bloco do motor. Na pratica é muito difícil ocorrer o choque térmico por se molhar o motor com uma mangueira de jardim, por exemplo. Caso isso fosse verdade o que aconteceria quando estamos rodando há muito tempo com a moto e começa a chover forte? Para poder acorrer o choque térmico teríamos basicamente que jogar o motor à altíssima temperatura em um recipiente cheio de água com temperatura muito baixa. Podemos sim lavar a moto com o motor quente, basta, por exemplo, começar pelas rodas e ir molhando o motor aos poucos lentamente de maneira gradativa, iniciando-se sempre pelas partes mais inferiores.
Água e Umidade
Mito: O excesso de água e de umidade enferruja a moto.
O principal causador da oxidação (ferrugem) é o oxigênio, que se encontra em muito maior quantidade no ar do que na água. Na realidade o excesso de água e umidade não são os responsáveis diretos pelo inicio da oxidação. É importante ressaltar que com a ação do vento causado pela movimentação da moto e do calor gerado pelo sol e pelo motor a moto esta quase sempre seca e sem umidade. Ocorre que por falta da lavagem e conservação inicia-se um processo de sedimentação de resíduos e micro partículas que ficam incrustados nos materiais funcionando como pontos retentores de umidade. Se as peças estiverem limpas a umidade não “conseguira” iniciar o processo de oxidação. Esse mito surgiu porque as pessoas normalmente associam umidade com ferrugem.
Encerar Pintura
Mito: Não se deve encerar a pintura da motocicleta.
Na realidade o que limpa e protege realmente motocicleta é a cera, pois só ela remove todos os micro-sedimentos depositados na pintura. Esse mito tem um caráter preventivo. Na realidade muitas ceras automotivas têm alto teor de abrasão e acabam “lixando” demasiadamente o verniz. Para isso não acontecer basta tomar dois pequenos cuidados: não usar ceras muito abrasivas e não encerar a moto todas as vezes que lavar.
Óleo Diesel
Mito: Não se deve utilizar óleo diesel puro na lavagem da moto.
Correto, o óleo diesel tem alto teor de enxofre, que é prejudicial para quase todas as peças da moto. Mas as lonas e as pastilhas de freio são as mais prejudicadas, elas irão reter a gordura do óleo diesel ficando lisas, brilhantes e “envidraçadas”, perdendo sua eficiência para frenagem, na maioria das vezes temos que substituí-las por novas.
Tomás André dos Santos - tasmotos
Nem todos os mitos podem ser totalmente falsos ou totalmente verdadeiros.
O mito nada mais é que a radicalização de um conceito ou uma idéia.
Ar Comprimido
Mito: Não se deve usar ar comprimido para secar a moto.
É muito importante usar ar comprimido para secar a motocicleta, essa atividade ira remover a umidade e a sujeira de locais que não temos acesso, o mito nasceu por que muitos acreditam que o ar comprimido pode prejudicar sistemas elétricos e peças sensíveis. Para que isso não seja verdade basta executar a tarefa com muito cuidado e atenção de maneira segura.
Lava Rápido
Mito: Nunca se deve lavar a moto em Lava Rápido.
Via de regra os lava rápidos não estão preparados para lavar motocicletas, utilizam equipamentos e produtos altamente prejudiciais para a motocicleta. Os automóveis têm praticamente todas as partes externas pintadas, que são protegidas pelo verniz, que por sua vez é resistente aos produtos utilizados. Já a motocicleta tem exposto uma variedade muito grande de materiais sensíveis a jatos de alta pressão e produtos químicos.
Maquina de Alta Pressão
Mito: Não se deve usar maquina de alta pressão para lavar a moto.
Os equipamentos de lavagem com alta pressão podem realmente danificar alguns locais da motocicleta, em especial o radiador e as partes elétricas. Quando a moto esta muito suja o jato de alta pressão pode também riscar a pintura. Na corrente de transmissão também não é aconselhável utilizar porque faz a sujeira penetrar entre os elos.
Grafite
Mito: A mistura de graxa e grafite é muito boa para a lubrificação da corrente de moto.
Conforme demonstram diversas informações técnicas, a graxa não é ideal para a lubrificação de corrente de motocicletas. E por sua vez a grafite só é indicada como lubrificante se for utilizada em seu estado natural. Portanto existem dois motivos que não recomendam a utilização dessa mistura. O lubrificante adequado e amplamente recomendado pelos fabricantes é o Óleo Lubrificante Sae 90.
Lavagem da Corrente
Mito: Não se deve lavar a corrente da moto.
Deve-se lavar periodicamente a corrente a fim de retirar todo o excesso de lubrificação. É aconselhável antes de lubrificar a corrente remover toda lubrificação velha e suja. Os produtos utilizados para lubrificar a corrente favorecem o acúmulo de areia, pó e sedimentos, que irão funcionar como “abrasivos”, provocando o desgaste por atrito do conjunto. Assim, somente a lavagem pode contornar esse problema. O mito nasceu principalmente por conta dos produtos utilizados para a lavagem da corrente. Não devemos nunca utilizar desengraxantes pesados eles prejudicam diretamente o metal da corrente. Nem usar gasolina, óleo diesel ou querosene puros porque podem ressecar os anéis de borracha das correntes mais modernas.
Lavagem da Moto
Mito: O excesso de lavagem estraga a moto.
Na realidade lavagem é conservação, deve-se lavar quantas vezes quiser que não estraga, não desgasta, não prejudica em nada a motocicleta. Preferencialmente faça isso você mesmo, durante essa atividade você ira conhecer melhor sua motocicleta e ainda estará automaticamente fazendo uma inspeção mecânica geral. Esse mito surgiu por conta de poucos motociclistas que não gostam de lavar a moto terem a necessidade justificar suas atitudes.
Motor Quente
Mito: Não devemos lavar a moto com o motor quente.
Esse mito tem uma finalidade preventiva, com eles os especialistas estão querendo prevenir o choque térmico a fim de evitar “trincas” no bloco do motor. Na pratica é muito difícil ocorrer o choque térmico por se molhar o motor com uma mangueira de jardim, por exemplo. Caso isso fosse verdade o que aconteceria quando estamos rodando há muito tempo com a moto e começa a chover forte? Para poder acorrer o choque térmico teríamos basicamente que jogar o motor à altíssima temperatura em um recipiente cheio de água com temperatura muito baixa. Podemos sim lavar a moto com o motor quente, basta, por exemplo, começar pelas rodas e ir molhando o motor aos poucos lentamente de maneira gradativa, iniciando-se sempre pelas partes mais inferiores.
Água e Umidade
Mito: O excesso de água e de umidade enferruja a moto.
O principal causador da oxidação (ferrugem) é o oxigênio, que se encontra em muito maior quantidade no ar do que na água. Na realidade o excesso de água e umidade não são os responsáveis diretos pelo inicio da oxidação. É importante ressaltar que com a ação do vento causado pela movimentação da moto e do calor gerado pelo sol e pelo motor a moto esta quase sempre seca e sem umidade. Ocorre que por falta da lavagem e conservação inicia-se um processo de sedimentação de resíduos e micro partículas que ficam incrustados nos materiais funcionando como pontos retentores de umidade. Se as peças estiverem limpas a umidade não “conseguira” iniciar o processo de oxidação. Esse mito surgiu porque as pessoas normalmente associam umidade com ferrugem.
Encerar Pintura
Mito: Não se deve encerar a pintura da motocicleta.
Na realidade o que limpa e protege realmente motocicleta é a cera, pois só ela remove todos os micro-sedimentos depositados na pintura. Esse mito tem um caráter preventivo. Na realidade muitas ceras automotivas têm alto teor de abrasão e acabam “lixando” demasiadamente o verniz. Para isso não acontecer basta tomar dois pequenos cuidados: não usar ceras muito abrasivas e não encerar a moto todas as vezes que lavar.
Óleo Diesel
Mito: Não se deve utilizar óleo diesel puro na lavagem da moto.
Correto, o óleo diesel tem alto teor de enxofre, que é prejudicial para quase todas as peças da moto. Mas as lonas e as pastilhas de freio são as mais prejudicadas, elas irão reter a gordura do óleo diesel ficando lisas, brilhantes e “envidraçadas”, perdendo sua eficiência para frenagem, na maioria das vezes temos que substituí-las por novas.
Tomás André dos Santos - tasmotos
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